quinta-feira, 5 de abril de 2012

A RELIGIÃO DO FUTURO E O FUTURO DA RELIGIÃO


Este artigo tem objetivo, tratar da contribuição que a história pode proporcionar aos estudos das religiões; do cristianismo, do protestantismo e das suas ramificações e do pensamento acerca de Deus. A partir de um estudo introdutório e simplificado, sobre a modernidade e suas articulações intelectuais, procurarei de maneira sucinta mostrar algumas implicações sobre o reencantamento do mundo, e do estudo das ideias religiosas de forma cultural na atual modernidade relativo ao movimento gospel. A inclinação do homem moderno no atual contexto religioso fundamenta suas ideias de forma desagregada, transtornando a visão da Verdadeira Fé e com isso demolindo suas bases teológicas, propagando dúvidas e profundas incertezas.



A Idolatria Gospel.   
A Modernidade provocou certo contorcionismo religioso e teológico e de forma globalizada, onde o santo e o profano, o falso e o verdadeiro se confundem, onde a liberdade de expressão e a individualidade tem força de lei. Então surge uma nova forma de expressar a “fé” que surge em meios aos agitos da multidão e de bandas de rock, sertanejo, rap, e de outros tons musicais, onde as culturas se misturam e se unem de forma ecumênica, são protestantes, católicos, espiritas, islamitas, budistas, mulçumanos, etc. Não há como diferenciar um protestante no meio da multidão dos demais credos religiosos, não há como saber quem é quem em meios aos agitos, danças e gritarias e apelos aos ídolos musicais, todos unidos em um só propósito, em uma só fé.
“Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve”. Ml 3:18.
Será o fim do cristianismo secular e das expressões religiosas, e o surgimento de uma nova dominação predominantemente globalizada e igualitária, isto é, uma nova religião de todos os santos e de todos os deuses, de todas as culturas, de todas as línguas, seria o ressurgir da “Antiga Babel”.
A disputa pelo poder religioso e pelo domínio já vem de largo tempo, aonde por detrás desta guerra vem uma ambição descontrolada pela riqueza material, os fieis são disputados a palmos, socos e pontapés, muitas já foram ceifadas na disputa pelo domínio, onde as “ovelhas” fiéis valem seu peso em ouro, e até em dólar.
O apostolo João disse: (I João 2:19) Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós. Como saberemos quem são estas pessoas? Ou grupos, religiões ou seitas, etc. É muito comum, percebermos os métodos usados pelo Anticristo.
Adoração Profana.
O Louvor por meio dos hinos é uma das formas mais puras de adoração a Deus. Nos últimos tempos, os hinos evangélicos, receberam uma nova roupagem, onde os ritmos mundanos foram incorporados aos mesmos. Ouve-se no fundo musical uma música profana, e por cima uma composição musical que seus autores dizem que foram inspirados por “deus”. As músicas mundanas são carnais que exaltam o ser humano e sua sexualidade, falam dos sentimentos e das paixões carnais. Isaías 42:8 “Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura”. A profanação dos hinos é uma das formas que o anticristo usa para blasfemar da soberania de Deus, os hinos gospel da atualidade são na maioria de origens profanas com ritmos mundanos, os quais incentivam a dança e as expressões corporais e a sexualidade, que nada tem a haver com unção do “Espírito Santo”. Ao misturar os ritmos, os hinos perderam sua originalidade, sua essência, sua pureza e a sua finalidade que é a adoração exclusiva a Deus. Seria como se vestíssemos um porco com roupas limpas, a imagem do porco sempre estará presente, não somente a imagem, mas também sua presença, todos sabem que por traz daquelas roupas tem um porco. É uma dupla profanação, onde está tentando enganar a Deus e ao mesmo tempo encobrindo algo profano e sujo. “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna”. Gl. 6.8

Mercadologia da Fé.        
São instituições religiosas, que através de uma estratégia de marketing, projetam sobre as fiéis promessas de curas de todas as enfermidades, libertação dos poderes demoníacos, e prosperidade financeira, tudo isso por meio de contribuições financeiras exorbitantes e contínuas além dos dízimos mensais e ofertas diárias. Onde a fé perdendo seu sentido original e espiritual, se concretiza, materializando-se através de objetos pessoais e transitórios. Aqui a fé é banalizada, os rituais são criados e protagonizados a fim de estimular e para aumentar a fé dos fiéis, objetivando alcançar um pressuposto milagre. A mensagem salvífica é descartada, o evangelho programador da verdade e da salvação é desprezado.
Em defesa do fundamentalismo.
A modernidade ou o secularismo mudou por completo os rumos do cristianismo, ou melhor, a sua verdadeira identidade. Jesus em suas palavras já defendia uma base religiosa e uma fé motivadora para alcançar a santificação, e o cuidado para que seus seguidores não se contaminassem com o mundo que os cercava. A essência do evangelho conforme Jesus estava restrito a uma vida de simplicidade, de humildade, de oração, de jejum, onde seus seguidores não podiam se apegar as coisas materiais e mundanas, isto é, manter uma vida de obediência e de total dependência de Deus. A modernidade trouxe ao cristianismo um apego materialista e uma mordomia exagerada, sendo um projeto do anticristo, as igrejas cristãs se adequaram as regras e ao “modus vivendis” das demais religiões, como feriados, dias de festas, sábados, domingos, e feriados religiosos, inclusive carnaval e final de ano, além dos cultos em dias alternados. Para o verdadeiro cristão, todo dia é dia de sábado, de domingo, como os demais dias da semana, todos os dias são iguais, pois todos os dias são santos dias de adorar a Deus.
Jesus não só aboliu o sábado, mas também toda crença envolvendo os dias da semana, sendo que na atualidade as Instituições Religiosas incriminam as outras por guardar o sábado e outras por guardar o domingo, enquanto elas não cultuar a Deus nem nos sábados nem nos domingos também não cultuam nos dias de feriados, além de tirarem férias em finais de ano, nos carnavais etc.
E dizia-lhes: O Filho do homem é Senhor até do sábado”. Lc 6.5.( isto é, não somente do sábado, mas de todos os dias)
A salvação se resume no “Aqui e agora” no dia de hoje, pois o amanhã não pertence ao homem, (Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável E socorri-te no dia da salvação; Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação). II Coríntios 6:2. Jesus em sua oração disse: “E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”. (Jo 5.17). No céu não existe feriado, não existe descanso, mas as Instituições seculares tem em suas organizações uma agenda dos cultos, dos feriados, dos dias santos etc. Até o batismo é ritualizado, só se realiza se for através de cursinhos, alguns levam meses ou mais, Hipocrisia fundamentalista baseada em doutrinas de homens.
Idolatria Institucional.Idolatria Institucional
É comum nos meios evangélicos os seguintes dizeres; “Não adianta você sair desta igreja e ir para outra por que todas são iguais”, se o que ocorre de errado naquela em que saístes, ocorre também nas outras, e o “fiel” permanecer nela, então ele estará concordando como o pecado e idolatrando sua Instituição religiosa, o apostolo Paulo disse: “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. Romanos 12:2, isto é, não devemos aceitar e conformar com os erros, e sim protestar indo de contra estes princípios pecaminosos e que escandaliza o nome de Jesus e sua Igreja. Permanecer em uma (Instituição) simplesmente porque é amigo do Pastor, ou porque tem cargo na mesma é cometer três erros, primeiro está aceitando o pecado, e segundo idolatrando o pastor e a instituição, e terceiro se condenando ao inferno por aceitá-los e permanecer no erro. Nós fomos chamados para sermos livres, “ESTAI, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão”. “E vos renoveis no espírito da vossa mente”. Efésios 4:23. “E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade”. Efésios 4:24. Os cristãos e os Teólogos não podem aceitar e compactuar com esta modalidade de vida cristã que reduzem a verdadeira fé aos interesses institucionais os quais regulamentam a vida dos fieis aos interesses individualistas de crentes que confundem salvação com a satisfação pessoal dos seus próprios desejos.
O dever do Cristão é denunciar o pecado.
"E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo Meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas." Apocalipse. 18:1; 2,4.

2 comentários:

Junio Peixoto Damaso disse...

Muitos cometem a idolatria sem ao menos perceber o seu erro. Há muitas forma sutis de se idolatrar, coisas que são abomináveis aos olhos de Deus. Seu texto está muito bem explicado. Gostei. Bom dia.

Eloisa disse...

Muito bom. O Sr. está certíssimo em analisar o evangelho secularizado.
Estamos vivendo profeticamente os dias de Laodicéia.
Maranata! Ora vem Senhor Jesus!