sexta-feira, 28 de julho de 2017

COMO SERÁ A SALVAÇÃO PELA GRAÇA?

julho 28, 2017 0

http://ludeblog.blogspot.com.brA Salvação consiste no ato imediato da aceitação ou mediante a prática cotidiana da fé e das obras
durante a vida cristã? 
“Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas.” (1 Pedro 1:2)


Este assunto ainda traz dúvidas a muitos leitores da bíblia e dos adeptos de várias religiões, esta pesquisa tem como propósito minimizar tal problemática, onde muitos entendem que é um ato imediato, outros um processo a ser cumprido. Como imediatismo alguns mencionam o ladrão na cruz, “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso. Lucas 23:43; Outros citam que será  um processo, onde essa ‘Graça” terá seu cumprimento total no dia do Juízo, pois afirmam que o amor de Deus será a Justiça a ser aplicada. Por ser um processo, afirmam que a Graça Salvadora, não admite imitações, teatrismos, mercenários, pois ser um simples religioso não é garantia de salvação.  Outra argumentação teológica baseia-se na salvação futurística por meio de atos e ações os quais serão alvo de “Galardão”. “Eis que o Senhor DEUS virá com poder e seu braço dominará por ele; eis que o seu galardão está com ele, e o seu salário diante da sua face”. Isaías 40:10. “Folgai nesse dia, exultai; porque eis que é grande o vosso galardão no céu, pois assim faziam os seus pais aos profetas. Lucas 6:23”. “Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós. Mateus 5:12” Ao depararmos com os versículos acima entendemos que haverá um dia de premiação ou “Galardão”, podendo ser para aqueles que serão arrebatados e para aqueles que passarem pelo juízo final ou o grande trono branco.
“Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho, antes recebamos o inteiro galardão. 2 João 1:8” “Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho”. 1 Coríntios 3:8.” “Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis”. Colossenses 3:24. E assim podemos concluir que a Salvação pela Graça é um ato exclusivo de Deus é podendo ocorrer no ato da aceitação, tanto durante sua vida ou antes da morte, como também no dia do Juízo final.
 Existem correntes teológicas argumentando que uma vez salvo o indivíduo está salvo para sempre, dando a entender que a pessoa está selada aconteça o que acontecer e mesmo assim sua salvação já está garantida e que a Salvação é um ato imediato, o que dizer então das doutrinas do arrebatamento, do milênismo, do pré-milênismo e do juízo final, onde haverá novas oportunidades de salvação.

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Entende-se também que tal processo de salvação pela graça compreende-se nos atos e atitudes cotidianas com renúncia pelo pecado (carregar a cada dia sua cruz.... E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Lucas 9:23).
Podemos até fazer uma observação pois o ato de carregar a cruz é um sacrifício a ser cumprido, uma obrigação da parte de cada um para se obter a salvação, não pela lei pois pela lei nenhuma carne será justificada, “Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Romanos 3:20,   e sim pela Graça, “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada. Gálatas 2:16
Outra argumentação do Catolicismo Romano, é que a Salvação é um processo que acompanha a vida do cristão, esta “Graça” opera na renúncia e que a cada renúncia cotidiana, a pessoa vai ganhando os créditos para ser salvo. “Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Mateus 6:20. E para um bom interprete podemos analisar os textos onde jesus faz o cego enxergar, o paralítico andar, ensina o perdão e a importância do indivíduo estar integrado a vida social e religiosa. Pois assim como a salvação é também a santificação que é um processo a ser alcançado no dia a dia. 
O apostolo Paulo faz uma declaração futurística; “Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também”. Atos 15:11.
O escritor em Lucas nos dá um entendimento que esta "Graça” é uma forma de agradar a Deus em nossos atos e atitudes cotidiana e na luta contra o pecado.” E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens”. “E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele”. Lucas 2:40 - 52
A graça consiste no mesmo processo idêntico ao da lei, que, como “aio”, tutor, nos conduzirá a Salvação.
Primeiramente a salvação consiste em aceitar pela fé a Jesus como Senhor e Salvador e segundo a fé, chegamos a Deus que nos aceitará ou nos julgará segundo sua graça. “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno”. Hebreus 4:16. “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém. 2 Pedro 3:18. (crescer agradando a Deus). ( durante seus dias na terra).
Eis que agora o teu servo tem achado graça aos teus olhos, e engrandeceste a tua misericórdia que a mim me fizeste, para guardar a minha alma em vida; mas eu não posso escapar no monte, para que porventura não me apanhe este mal, e eu morra. Gênesis 19:19. “Achado graça, isto é, agradado a Deus”


Pr. Adilau
Igreja Evangélica Assembléia Universal

Referências:

Fontes Pesquisadas: https://www.bibliaonline.com.br/
Fontes Pesquisadas: http://bibliaportugues.com/
Fontes Pesquisadas: www.google.com.br

quarta-feira, 5 de abril de 2017

A FELICIDADE

abril 05, 2017 0
A felicidade

Não existe uma argumentação plausível para definir ou fundamentar o termo “Felicidade”, mas, um esforço por parte dos saberes filosóficos em criar tal fundamentação, onde estudos apontam para uma satisfação plena em todos os sentidos e sem o envolvimento de qualquer tipo de sofrimento. A felicidade está ligada aos sentidos e aos sentimentos e ao estilo de vida como por exemplo: a situação financeira, a saúde, o status social, a política, a preferência religiosa etc. Nesse sentido entende-se uma dependência total dos esforços físicos e intelectuais como meios para se alcançar a felicidade, que está fixada numa esfera dos sonhos e desejos de forma individual. Sigmund Freud entende que essa busca é uma utopia e que para se alcançar não depende do mundo real, uma vez que o fracasso estará sempre presente e assim a “Felicidade” está no plano dos desejos e sonhos como uma meta a ser alcançada, sendo um estado passageiro como um sentimento de satisfação momentânea. A felicidade está restrita ás sensações, portanto não é eterna, é um estado de êxtase, um momento daqueles que alcançamos nossas metas ou atingimos certos objetivos.

A felicidade como um dos fragmentos fisiológicos relacionados ao indivíduo, é complexa, pois depende de outros fatores, tanto físico como espiritual para ser alcançada, não podendo ser medida ou redimensionada, além de ser relacionada a sorte ou a um tipo de fatalidade. Em certo período na Grécia o filósofo Demócrito de Abdera, (460 a.C a 370 a.C), entendeu que a felicidade era simplesmente uma medida para se “alcançar o prazer e a proporção da vida”, e assim o homem deveria abandonar a ilusão e seus desejos de serenidade.

http://ludeblog.blogspot.com.brSócrates (469 a.C/399 a.C), introduziu novas diretrizes a esta compreensão, comparando com a satisfação dos desejos e das necessidades fisiológicas e só podendo ser atingida para o bem da alma humana por meio da virtudes e justiça, pois para o mesmo sofrer a injustiça era melhor do que praticá-la e assim foi condenado à morte dando sentido a felicidade de uma injustiça praticada pelos seus adversários. Platão (427 a.C/347 a.C), comparou a felicidade como um meio funcional de modo que só se alcança a felicidade por meio da virtude e da “justiça” aplicada.

Aristóteles (384 a.C./322 a.C), fez uma observação ao idealismo de Platão, declarando que a felicidade necessita de elementos básicos, como, boa saúde, liberdade em vez de escravidão, e ótimas condições financeiras. Aristóteles conclui que a maior das virtudes do ser humano é a sua racionalidade e o exercício intelectual, que segundo ele é uma identificação filosófica o qual aproxima o ser humano de Deus, assim o mesmo considera a virtude como a única forma de alcançar a felicidade e que precisa ser exercitada constantemente e assim a igreja cristã copiou tais princípios em seus ritos doutrinários.

Epícuro acreditava que a felicidade não se limitava ao mundo espiritual, mas também ás dimensões terrenas por meio do equilíbrio e da temperança onde suas abordagens refletiram uma de suas grandes máximas: “Nada é suficiente para quem o suficiente é pouco”, e que não devemos trabalhar para adquirir bens materiais, mas por amor pelo que fazemos.

Nietzsche afirmou que para se viver pacificamente e sem nenhuma preocupação era um desejo de pessoas medíocres e que não valorizavam a vida, pois estar bem conforme as circunstâncias ou ter uma boa sorte não é ter felicidade. Nietzsche, considera a felicidade uma simples força vital e uma luta incansável contra os obstáculos que são responsáveis em restringir a liberdade e a autoafirmação.
A escola Helênica desenvolveu teorias divergentes, concluindo que para ser feliz, o homem não pode ser autossuficiente, mas deve desenvolver uma atitude de indiferença e ser imparcial em relação a tudo e a todos, para eles a felicidade era uma “Apatia”. Com o fim do helenismo a felicidade desapareceu dos guetos filosóficos, que para o cristianismo a felicidade era o resultado da salvação da alma.

A felicidadeNovos argumentos surgiram na idade moderna por John Locke (1632/1704), e Leibniz (1646/1716),
os quais afirmaram que a felicidade é um “prazer duradouro”, tempos depois o Iluminista Immanuel Kant (1724/1804) em sua obra “Crítica da razão prática”, definiu a felicidade como “a condição do ser racional no mundo, para quem, ao longo da vida tudo acontece de acordo com o seu desejo e vontade”. Conforme Kant, a felicidade está no âmbito do prazer e do desejo do ser humano e não tem nada a ver com a Ética, tal argumentação fez com que esse tema sobre a felicidade desaparecesse das escolas filosóficas. Para Bertrand Russel (1872/1970), em sua obra literária “A conquista da felicidade” era uma multiplicidade de interesses relacionais e a eliminação do egocentrismo.

A felicidade também é considerada como um estado permanente e plena em sua satisfação tanto física como intelectual, onde o sofrimento e a inquietude são transformados em emoções e sentimentos cheios de contentamento e intenso jubilo, resultando daí um bem estar espiritual e paz interior que de acordo com suas abordagens levaria o homem a um estilo de felicidade plena.

Bibliografia

Fonte Pesquisada: Abbagnano, Nicola - "Dicionário de Filosofia", Martis Fontes, São Paulo, 2000.
Fonte Pesquisada: Berti, Enrico - "No princípio era a maravilha", Loyola, São Paulo, 2010.
Fonte Pesquisada: Marías, Julián - "A felicidade humana", Duas Cidades, São Paulo, 1989
Fonte Pesquisada: www.google.com.br

segunda-feira, 13 de março de 2017

A INVERSÃO DE VALORES E O JULGO DESIGUAl

março 13, 2017 0

A Bíblia nos alerta sobre o casamento fora dos padrões e parâmetros doutrinários estabelecidos na lei de Deus. O julgo desigual é a existência de diferentes personalidades, essas diferenças vão surtir efeitos somente com o passar dos tempos e serão fundamentais, tanto no controle como desiquilíbrio da convivência do casal e os conflitos por tais divergências serão notórias no dia a dia, gerando desiquilíbrio. As afinidades relacionais serão determinantes nessa convivência. Pois somente como os mesmos objetivos, propósitos, projetos, sonhos em comum é que o casal terá melhores perspectivas.  Pois o êxito depende em muito das afinidades.

Não se pode confiar nos artigos fantasiosos descritos na mídia e nas pregações institucionais carregadas pelo emocional de um pregador que ainda não percorreu todos os caminhos de um relacionamento e julga o seu como perfeito. As divergências serão inevitáveis, porém controláveis, pois não há e nunca existiu um casamento perfeito descrito nas Escrituras, e quem pregar tal perfeição é um hipócrita. A mídia expões receitas prontas com promessas de casamento perfeito e sem conflitos e isso também é hipocrisia. Na bíblia está escrito: “No mundo tereis aflições”. Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. João 16:33.

O julgo desigual tem seu registro na bíblia e cita vários casais, os quais tiveram suas divergências, como; Abraão e Sara, Isaque e Rebeca, Gênesis 25.21), Davi e Bateseba (Salmos 32.3). Não há como escapar das consequências, pois as divergências de personalidade não estão ligadas a religião ou a status político ou social, pois todos são alvos desse mal que tanto circuncida os lares como os indivíduos, esse desvio de personalidade está presente de forma oculta ou espontânea, não é uma escolha, mas parte intrínseca do ser humano.

Leis são criadas periodicamente para controlar o comportamento humano, mas, sem sucesso.  “E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão”. Mateus 10:21. As leis criadas para intermediar esse conflito, na verdade estimulam a violência ao sacrificar os menos favorecidos ou condenar o sujeito sem provas suficientes e ao mesmo tempo beneficiando os ricos e demais detentores dos poderes políticos e jurídicos.

 Os conflitos e a decadência moral na sociedade e nos laços familiares, não tem solução no imaginário do sujeito, trata-se de um sonho inquestionável.
Até um certo tempo eu perguntava a mim mesmo o porquê de muitos homens e mulheres ficarem sozinhos e rejeitarem um novo compromisso ou relacionamento. Hoje compreendo que o causador deste estranhamento social é causado pela natureza humana, que direciona o comportamento e as atitudes pessoais criando falsas expectativas e uma falsa liberdade de expressão. Conforme Hall, o sujeito experiente possui uma identidade única e estável, mas, vem se fragmentando e se contrariando em sua vida numa sociedade tão controvérsia. (Hall 2004 pag.92). Ao se contrariar o sujeito atribui seu desvio de comportamento à sociedade e não a sua personalidade. Mesmo em um relacionamento existe a possibilidade de acertos, como exemplo um quebra cabeça onde as peças são diferentes, mas se encaixam perfeitamente para se completar. Costa, afirma que a comunicação é expressiva e pragmática em suas dimensões na experiência humana e a que mesma não pode ser construída por meio de atos discursivos e sim por meio de atitudes e ações que transforma o comportamento e a visão de mundo. (Costa, 2004. Pag. 92).
Um desvio de comportamento registrado em uma relação, encontramos em gênesis, quando Abraão expulsou uma de suas escravas após ter engravidado a mesma. “E Agar deu à luz um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que Agar tivera, Ismael”. Gênesis 16:15. As consequências causadas por este acontecimento, tem percorrido os séculos até nossos dias. “E ele será homem feroz, e a sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos”.

O casamento é um desafio, onde os opostos que se atraem, desconhecem o caminho a percorrer e as decisões a serem tomadas, e nesse contexto, a maturidade só vai surgir muito anos depois em busca de um equilíbrio relacional de suas falhas e tentativas de um diálogo, os quais estão mais conscientes das atitudes e das ações praticadas, que após certo tempo percorrido é que certas formalidades vão obter seus devidos valores, onde o respeito e os esforços serão levados em consideração afim de uma estabilidade relacional, sendo valorizado assim o companheirismo e a fidelidade.

Ao criar fachadas textuais com fórmulas prontas e mágicas de um casamento feliz, tais escritores ocultam a realidade e o contexto, afim de iludir os indivíduos, esses mercenários ou abutres que vivem da desgraça alheia, vivem de aparências e projetam modelos perfeitos em um mundo imperfeito. Pois todo relacionamento tem um ponto de partida é nesse ponto que as qualidades são testadas, esse período é um teste ou uma adaptação, mas aos poucos e no decorrer dos dias é que o conhecimento vai se ampliando e as divergências se manifestando. O caminho é espinhoso, dúvidas são geradas os preconceitos aparecem, o desvio de conduta será testado a toda prova, a descrença e a insegurança vai corromper os pilares relacionais, abalando a personalidade e jogando por terra todos os projetos e aquela empolgação de uma felicidade permanente e duradoura, a mudança de comportamento é gradual, mas crescente até atingir o ápice e um radicalismo imparcial e inaceitável.

Portanto não há casamento perfeito e se existiu algum, só podemos citar a união de Adão e Eva antes do pecado, pois antes do pecado os mesmos eram perfeitos.

Conclusão.

Os valores éticos e morais antes tidos como absolutos, imutáveis e insubstituíveis, sofreu com o surgimento da modernidade uma decadência sem precedentes, alcançando um padrão de nulidade do referencial desta moralidade, sendo desconsiderados como normas a serem observadas, sendo substituídos pela liberalidade do racionalismo do sujeito. “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!  Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos! ” Isaías 5:20,21. Estamos diante de um colapso moral.

Observa-se que as normas variam de cultura para outra cultura e até de pessoas para pessoas, ou melhor uma independência da moral e da ética na sociedade do sujeito, em outras palavras a liberdade total das expressões.  Essa multiplicidade de regras é conflitantes e contraditórias e as normas ultrajadas pelo racional pervertido do indivíduo, as virtudes cristãs são desprezadas, não há fundamentos a serem observados nem regras a serem cumpridas, tudo é legal, nada é imoral. A existência do relativismo circunstancial depende de uma visão com novas perspectiva e livres dos preconceitos preestabelecidos como universais pois não são tidos como absolutos.

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."
                                                                                                                  "Rui Barbosa"

 A teoria é complexa e seus métodos críticos, onde suas abordagens são sistematizadas no intuito de buscar a compreensão da realidade do sujeito em seu tão fragmentado saber e seus equívocos pedagógicos, surgindo daí uma disjunção cognoscitiva e fragmentada na geração desse saber. O indivíduo busca fundamentar a subjetividade moral no plano mundano, entendido como um organismo complexo do racional com princípios de exclusão e inclusão, sendo o primeiro antagônico e responsável pela identidade do mesmo, já o segundo, entende-se como egocentrismo ou um egoísmo com atitudes e ações eticamente condenáveis, tais indivíduos oscilam entre o caráter vital egocêntrico com uma prática altruísta. O escritor Morin, afirma que o ato ético parte de uma ordem superior á realidade objetiva, tendo como sentido um ato de religação do sujeito com a sociedade em si, afim de revitalizar e regenerar as relações. De acordo com Morin a auto ética inicia-se com o ser humano na pré-história do espirito, e entendida como ascendência religiosa, onde uma barbárie interior e própria do sujeito exige um esforço para ser vencida por meio do auto reconhecimento, evitando assim as estratégias do espirito humano em justificar seus atos questionáveis e compreender as razões subjetivas e a complexidade de tais conflitos, tornando assim possível o perdão como um poder ou força redentora e regeneradora do sujeito. O escritor Morin, defende a “dialógica” como os impulsos, valores e posturas concernentes a consciência do sujeito.


Referências:

Fonte Pesquisada:
 https://pt.wikiquote.org/wiki/Ruy_Barbosa.
- "Requerimento de informações sobre o caso do Satélite". Discurso no Senado (17/12/1914), Obras completas, Vol. 41, citado em "Sobre cultura e mídia" - página 99, Por Roberto Murcia Moura, publicado por Irmãos Vitale, 2001, ISBN 8574071552, 9788574071558, 204 páginas.

Fonte Pesquisada: Morin E. O Método 6: ética. Porto Alegre: Sulina, 2005. 222 p.

Fonte Pesquisada:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232008000200031.

Fonte Pesquisada: COSTA, José Wilson da, OLIVEIRA, Mª Auxiliadora Monteiro. (Orgs). Novas linguagens e novas tecnologias: educação e sociabilidade. Petrópolis: Vozes, 2004.
Fonte Pesquisada: HALL, Stuart. A identidade Cultural na Pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

Fonte pesquisada:https://www.bibliaonline.com.br/

Fonte pesquisada: http://bibliaportugues.com

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O PRIMEIRO DEMÔNIO A SER CITADO NA BÍBLIA.

fevereiro 20, 2017 0


O autor do livro de gênesis começa relatando a Gênesis 1:10. Na criação do homem vemos nos relatos do autor uma dupla interpretação da oferta de Abel e da oferta de Caim; a primeira nos remete a uma simbologia que retrata o sacrifício de Jesus, e a segunda interpretação vem do reconhecimento que Deus dá a Abel. Deus declara que não estava fazendo acepção, mas o serviço de Abel tinha um diferencial o qual requer esforço físico, cuidado e muito “amor” pelas ovelhas, enquanto que a oferta de Caim não representou nenhum esforço pois a terra produzia por si só e abundantemente e não precisava dos esforços humanos, era só chegar e colher. Gênesis 4.12.
maior obra arquitetônica de todos os tempos além de ser exclusiva, em primeiro lugar, a criação do universo, da terra, do sol, da lua, e em segundo lugar, a criação do homem, o escritor não cita todos os detalhes dessa criação, mas vemos claramente a operação do poder de Deus, da sua soberania, da sua gloria, da sua sabedoria e milhares de outros atributos e adjetivos que a mente humana é incapaz de atribuir ao criador de todas as coisas. Tudo foi perfeito e aprovado por Deus. “E viu Deus que tudo era bom”.

vagabundo
A desobediência aos princípios divinos provocou uma desordem total nesse demônio o qual desorientado não tem morada certa ou uma ocupação formal em suas atividades, pois o mesmo é causador de sérias tragédias por onde passa, é do tipo “faz de tudo um pouco”. Jesus deixou uma prévia sobre o mesmo em Mateus:E, quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra”. Mateus 12:43. Mesmo sendo terrível em suas ações esse demônio só pode ser vencido com uma simples atitude de honestidade e de fé em Cristo Jesus.

A Punição de Caim.
“Fugitivo e Vagabundo 1, serás na terra”. Gênesis 4:12, ao avaliar as atribuições desse “Ser” maligno vemos sua estratégia e artimanhas para enganar e matar, esse demônio é manipulador, violento e tem como atributo maior a desobediência e um ódio mortal. “E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante”. Gênesis 4.5 . Como parte de sua arrogância e desobediência o mesmo não reconheceu o seu Criador. E disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão? Gênesis 4.9. Aqui o Caim simula uma obrigação da parte de Deus e ao mesmo tempo se diz independente em suas atitudes, e assim em um tom sarcástico o mesmo diz: “Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e vagabundo na terra, e será que todo aquele que me achar, me matará”. Gênesis 4.14, essa simulação é a metodologia desse demônio, que procura se esquivar dos erros cometidos, “Aquele que odeia dissimula com seus lábios, mas no seu íntimo encobre o engano” Provérbios 26.24, pois o mesmo sabe que é impossível se esconder dos olhos de Deus. Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Salmos 139:7

Vida de Ociosidade.


malandros A ociosidade foi vista pelo apóstolo Paulo como algo terrivelmente negativo para a fé cristã e assim deu-nos o exemplo do seu trabalho como um fator importante para os crentes. “E, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas” Atos 18. 3. “Porque bem vos lembrais, irmãos, do nosso trabalho e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o evangelho de Deus”.1 Tessalonicenses 2.9. Jesus deixou também o exemplo do trabalho. Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. João 5:17. O apostolo Tito repreende os Cretenses: Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos. Tito 1:12.



Foi um dos maiores exemplos deixado para a Igreja pois neles vemos o serviço cristão bem distribuído, assim fica claro na explicação que o apostolo faz do corpo de cristo, todos têm suas funções e cada um desenvolve uma forma para complementar as demais, assim é o corpo de Cristo, todos trabalham com um só coração, com um só objetivo; O Reino de Cristo. “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; Efésios 4:12. Uma das frases ou versículo mais comentado na área ministerial: E: Digno é o obreiro do seu salário. 1 Timóteo 5:18. Em outras palavras. “Cada um se fartará do fruto da sua boca, e da obra das suas mãos o homem receberá a recompensa. Provérbios 12:14.

Obs.: Nota. O artigo acima trata do desvio de conduta e da personalidade humana e não objetiva denegrir a imagem de A ou B.

Referências: 1 - (Etmo. Do latim: vagabundus.a.um)
*1 - Vagabundo: de modo figurativo, expressa uma inconstância e vive de modo volúvel, de forma pejorativa, refere-se a uma pessoa de péssima qualidade ou de qualidade inferior o qual é desprovido de honestidade, é malandro, que não tem ocupação formal, um andarilho, ladrão. Obs.: outras referências a parte: Aquele que não tem morada fixa.
Bibliografia:
Fonte Pesquisada: https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chromeinstant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=vagabundo+
Fonte pesquisada: https://www.dicio.com.br/vagabundo/.
Fonte pesquisada: https://www.bibliaonline.com.br/acf/busca?q=errante
Fonte pesquisada: https://www.bibliaonline.com.br/acf/busca?q=vagabundo
Fonte pesquisada: http://biblez.com/searchport.php?q=vagabundo&Bible.x=18&Bible.y=23&Bible=Lookup
Fonte pesquisada: https://pt.wikipedia.org/wiki/Vagabundagem

Autoria: Pr. Adilau Vieira da Costa

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA UNIVERSAL

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O DÍZIMO DA LEI E O “DÍZIMO DA GRAÇA"

janeiro 31, 2017 0
Dízimos e Ofertas
O Dízimo entrou em questão nesses últimos dias, tornando-se um desafeto entre as instituições religiosas que se dizem defensoras e detentoras de uma sã doutrina. Os quais direcionam os textos bíblicos segundo suas ideologias doutrinárias, afim de favorecer os hereges, pela ganância, pelo, egocentrismo e pelos mercenários os quais ocultam o verdadeiro sentido da Palavra de Deus. E quanto àqueles que não entendem. Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça”. “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Romanos 1.18-25.

“Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo”. Hebreus. 10.9.

Àqueles que se levantam contra a doutrina das ofertas, da contribuição, são na verdade possuídos pela soberba e por uma ganância que os impede de abrir o coração para a obra missionária, são na verdade verdadeiros mercenários os quais sufocam os fiéis com mentiras, tendo templos gigantescos e financiados por banqueiros e empresários e por partidos políticos, pregam a verdade mas não vivem da verdade, são como nuvens levados pelo vento; "Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba falsamente das dádivas”. Provérbios. 25.14. Ser Cristão é ser um Missionário, Jesus ao dar ordem a seus discípulos disse: "Digno é o obreiro do seu salário", pois os discípulos iam para uma terra desconhecida e seriam estrangeiros em terras alheias (Mateus 10.9,10,11). “As raposas têm covis, as aves os seus ninhos, mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. Lucas 9.58. Mas tempos depois Jesus torna a enviar seus discípulos e dá uma outra ordem: "Mas agora, aquele que tiver bolsa, tome-a como também o alforje e o que não tiver espada, venda sua capa e compre-a". Lucas 22.36. Agora Jesus manda os seus discípulos levarem o que tem e que os mesmos estejam preparados por que a luta vem contra a igreja e eles deveriam estar preparados. Aqueles opositores a obra missionária sabem muito bem que não é o "Dizimo" pois o mesmo é apenas uma força de expressão usada nos dias atuais, mas usados pelo inimigo para impedir a obra missionária de Jesus na terra. "E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão". Mateus. 10:42.

O Dízimo de Abraão.
O dízimo era uma lei no Antigo Testamento, o mesmo era usado para cumprir um ritual o qual foi realizado nos sacrifícios temporários e cerimoniais, (Levíticos 27.30), e também para alimentar e manter os Levitas em suas missões sacerdotais. Números. 18: 28. Deuteronômio. 14: 28,29. O dízimo que foi chamado e considerado da fé foi dado primeiramente a Abraão sendo, portanto anterior a Lei.  Gênesis 14.18-24. Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus. Hebreus. 7.19.

A cura do leproso.
Jesus Cumpriu a lei: “E disse-lhe: Olha, não fales nada a ninguém; porém vai, mostra-te ao sacerdote, e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho”. Mc 1.40.

O propósito do Dízimo no A. Testamento?
“Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares”. Provérbios 3:9,10.
a) Agradecer a Deus por bênçãos recebidas: Deuteronômio 26:10-11;
b) Expressar a nossa adoração a Deus: Deuteronômio 26:10;
c) Valorizar a “casa de Deus”: Neemias 10:39;
d) Recompensar o trabalho dos Sacerdotes: Deuteronômio. 18:4-5;
e) Honrar a Deus: Provérbios 3:9.

Por que o povo “Dizimava”?
    a) para receber de Deus prosperidade, fartura...: Provérbios. 3:9-10.
    b) para cumprir um “requerimento” de Deus: Ezequiel. 20:40.
    c) para abençoar a sua casa, sua família: Ezequiel. 44:30.
    d) para santificar todo e seu salário, bens e propriedades: Romanos. 11:16.  “Se as primícias são santas, toda a massa o será”, isto é, se você “santificou”, “separou para Deus” as primícias da sua renda, todo o restante também será santa!

O Dízimo da Lei.
“Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado. Vem, pois, esta bem-aventurança sobre a circuncisão somente, ou também sobre a incircuncisão? Porque dizemos que a fé foi imputada como justiça a Abraão. Como lhe foi, pois, imputada? Estando na circuncisão ou na incircuncisão (1).  Não na circuncisão, mas na incircuncisão. E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que creem, estando eles também na incircuncisão; a fim de que também a justiça lhes seja imputada” Romanos 4.4-11.
(1) Circuncisão simbolizava à Lei, e a Incircuncisão simbolizava a Fé, isto é, quando Abraão foi Justificado a lei não estava em evidencia, pois, o único que podia Justificar o Homem era Jesus. “Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. Onde está logo a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei”. Romanos. 3.26,27,28. Esta outra referência esclarece a primeira, pois destaca Abraão como o pai daqueles que iriam crer em Jesus, como exemplo maior, a nossa referência no passado que apontava para o futuro.

O Dízimo de Abraão.
Porquê este Melquizedeque, que era rei de Salem, Sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou; A quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça, e depois também rei de Salem, que é rei de paz; Sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre. Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos. E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão. Mas aquele, cuja genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de Abraão, e abençoou o que tinha as promessas. Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior. Hebreus 7.1,2, 3, 4, 5, 6, 7.

O Dízimo de Jacó.
Gênesis 28.20-22 – Jacó fez um voto ao Senhor, prometendo-lhe dar o dízimo de tudo quanto Deus lhe concedesse, se, em sua jornada, fosse por Ele protegido e abençoado. O dízimo de Jacó foi anterior a Lei. Por ser uma pratica mais antiga que a lei, onde a Lei só foi instituída mais ou menos uns 500 anos depois de Abraão. Genesis 18.20, e não muito tempo depois vê o patriarca Jacó, neto de Abraão, que fugindo da casa de seus pais, temendo a fúria de Esaú seu irmão, votou ao senhor dizendo: “Se Deus for comigo, e me guardar nesta jornada que empreendo, e me der pão para comer e roupa para vestir, de maneira que eu volte em paz para a casa de meu pai, então o Senhor será o meu Deus: e a pedra que erigi por coluna, será a casa de Deus: e de tudo quanto me concederes certamente te darei o dízimo” Gênesis 28.20-22.

O Dízimo instituído pela Lei.
A Devolução do dízimo faz parte do contexto da lei cerimonial do Antigo Testamento e não do Novo Testamento, como muitos afirmam e a sua principal finalidade era suprir a necessidade dos Levitas que não tinham parte nem herança na terra prometida. (Os levitas representam espiritualmente a igreja de Deus na nova dispensação, isto é, dos dias atuais). “Então virá o levita (pois nem parte nem herança têm contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra das tuas mãos que fizeres. Deuteronômio. 14.22-29.  “Todos os requisitos da Lei eram simbólicos e temporários, pois a mesma não tinha condições de salvar ninguém. (Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou) e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus. Hebreus.7.19. "Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar". "De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados". Gálatas 3. 23,24.
“Que é uma alegoria para o tempo presente, em que se oferecem dons e sacrifícios que, quanto à consciência, não podem aperfeiçoar aquele que faz o serviço; consistindo somente em comidas, e bebidas, e várias abluções e justificações da carne, impostas até ao tempo da correção”. Hebreus. 9.9,10. “Como acima diz: Sacrifício e oferta, e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a lei) ”. Hebreus. 10.8.

O Dízimo declarado por Malaquias 3.10.
O Dízimo descrito em Malaquias era praticado quando a lei estava em evidência, isto é, são dízimos cerimoniais, simbólicos, mas eram obrigatórios por determinação da lei e deveriam ser entregues aos Levitas.

A Maldição.
Aqui o profeta exorta o povo israelita de forma dura pois estavam profanando a mesa do Senhor e a comida que estava sobre o altar, além de ofertarem produtos roubados e doentes, os quais não era permitido pela lei, então o profeta os amaldiçoa chamando-os de enganadores. "Maldito seja o enganador que tendo um macho no seu rebanho, promete, mas oferece ao Senhor o que tem mancha" Malaquias 1.14."“Ofereceis sobre o meu altar pão imundo, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que dizeis: A mesa do SENHOR é desprezível. Ml.1.7 “Porque, quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou enfermo, isso não é mau? Ml 1.8. “Vós profanais quando dizeis, a mesa do Senhor é impura, e o seu produto, e a sua comida é desprezível".  “Enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e também já as tenho amaldiçoado, porque não aplicais a isso o coração. Ml 2.2. “Judá tem sido desleal, e abominação se cometeu em Israel e em Jerusalém; porque Judá profanou o santuário do Senhor, o qual ele ama, e se casou com a filha de deus estranho” Ml. 2.1.

As ofertas, as contribuições, na atual dispensação "É Espiritual", isto é, vem do coração, da consciência e do conhecimento da Palavra de Deus.

A Força de expressão (jargão).
O dízimo na verdade tornou-se uma força de expressão ou um "Jargão", que de longa data veio sendo propagado como doutrina até os dias atuais, com o avanço do saber teológico e dos demais saberes, que o mesmo era objeto de lei para o povo de um certo período remoto e que na atualidade a lei foi crucificada na cruz e com ela todas as suas exigências. "Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição" "E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé" Gálatas 3.10,11.

As contribuições, as ofertas na atual dispensação devem ser dadas com amor e não forçado pelas circunstâncias.

“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria”. II Coríntios. 9,7. "”E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. "Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço (dinheiro), do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos”. Atos. 4.32,33. 34,35.

O Sacerdócio Humano.
O Sacerdócio foi instituído por Deus por lei dada a Moisés, sendo um Sacerdócio simbólico e temporário, até a vinda do verdadeiro Sacerdote o qual seria Eterno, conforme declarado em Gêneses. 14.18-20, sendo Arão o primeiro sumo Sacerdote.

O Sacerdócio do Melquizedeque era figura do Sacerdócio Eterno de Cristo.


“ORA, em suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à
destra do trono da majestade”. Hebreus. 1.8. “E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer. Mas este, (Jesus) porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo”. Hebreus.7.23,24 (o sacerdócio dos homens mortais não permaneceu, pois era simbólico, mas o de Melquizedeque (figura de Jesus) é para sempre. “Porque a lei constituiu sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho (Jesus), perfeito para sempre”. Hebreus 7.26. E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a Lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenha saído dos lombos de Abraão. Mas aquele (Jesus) cuja genealogia não é contada entre ele, tomou dízimo de Abraão, e abençoou o que tinha as promessas ora sem contradição alguma, o menor é abençoado pela maior.
Obs.: O sacerdócio humano, só foi instituído séculos depois, e Melquizedeque não estava entre aqueles filhos de Levi. O menor é abençoado pelo maior. Como Abraão sendo Pai da fé de todos poderia ser considerado menor diante de alguém? Só haveria alguém que poderia abençoa-lo, Jesus. “E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem (sumo sacerdote levíticos) ali, porem aquele de quem se testifica que vive. Aqui se fecha a questão. Somente “UM” que testifica que vive (veja o tempo presente, isso lembra alguma coisa).

Deus anunciou o evangelho primeiramente a Abraão.
“Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão (não filhos da Lei). "Ora, tendo a Escritura prevista que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti. De sorte que os que são da fé, (não da Lei), são benditos com o crente Abraão”. Gálatas.3.6,7,8,9.

A Lei dos "Dízimos" foi envolvida pela Graça e recebeu um sentido espiritual.

"As coisas Espirituais se discernem Espiritualmente" (1 Cor. 2:14), Devemos levar em conta o texto e o contexto para entendermos e interpretarmos os textos bíblicos, além de reconhecer a Bíblia como Palavra de Deus, depois conhecer algumas regras de interpretação e até regras gramaticais além de uma exegese apurada e sem fundamentalismo, Outro fator importante é que os apóstolos pregavam o evangelho naquele tempo usando os textos do Antigo Testamento, principalmente o apostolo Paulo.  "Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido". I Coríntios 2.14,15. "Portanto, se trouxeres tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti". Mateus 5.23.

Questão do Imposto (tributo, contribuição, dízimo).
O Dinheiro como moeda de troca e compra é de circulação bem antigo, “Dize-nos, pois, que te parece? É lícito pagar o tributo a César, ou não. Jesus, porém, conhecendo a sua malícia, disse: Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um dinheiro. E ele diz-lhes: De quem é esta efígie e esta inscrição? Dizem-lhe eles: De César. Então ele lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Mateus. 22.17,18,19,20,21.

Portanto negar que não existem argumentos no novo testamento, referente a ofertas, ou às contribuições para a igreja é pura hipocrisia. “E João lhe respondeu, dizendo: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demônios, o qual não nos segue; e nós o proibimos, porque não nos segue. Jesus, porém, disse: Não o proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo falar mal de mim”. Marcos 9.38,39,40.

Palavras de Gamaliel doutor da lei, fariseu, venerado pelo povo.
“E agora digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, Mas, se é de Deus, não podereis desfaze lá; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus. Atos. 5.38,39.

Qual é a diferença entre a lei e a graça.
Muita! … Pois a Graça é muito mais rigorosa, e muito mais exigente. A lei matava fisicamente, enquanto que a Graça mata tanto o corpo físico como a Alma (espirito) e ainda lança o homem no Inferno. “E não temais os que matam o corpo (A Lei) e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo”. Mateus 10.28. “E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? ” João. 5.5.

A Oferta da Viúva.

“Porque todos aqueles deitaram para as ofertas de Deus do que lhes sobeja; mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha”. Lucas. 21.4

O Cuidado com as Ofertas.
“Não deis aos cães as coisas Santas, nem deiteis aos porcos as vossas Pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem”. Mateus. 7.6. “Portanto, se trouxeres a tua Oferta ao Altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti”. Mateus 5.23.

A Igreja Primitiva nos deixou o maior dos exemplos.

Uma das maiores referências descritas no Novo Testamento encontra-se em Atos dos Apóstolos: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração. Atos 2:42-46.

"Mas um certo homem chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade, E reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e, levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos. Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram”  Atos 5:1-5.

Devemos ter cuidado com os ensinos que proíbem a doação de ofertas para o serviço cristão, pois a contribuição faz parte do culto de adoração a Deus, é a contrição que envia os missionários para o campo e assim as vidas em outras cidades, no campo e em outros países são alcançadas.

Referências:

Fonte pesquisada: Bíblia Almeida Atualizada e Corrigida. ARC. -
Fonte pesquisada: Bíblia Online. https://www.bibliaonline.com.br/
Fonte pesquisada: https://www.google.com.br/imagens

Autoria.
Pr. Adilau Vieira
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA UNIVERSAL


domingo, 29 de janeiro de 2017

DEUS CRIOU O MAL?

janeiro 29, 2017 0

Deus criou o mal?
Existem muitas expressões na bíblia que deixa o leitor meio perdido e isso tem sido causa de divisões doutrinárias entre muitos evangélicos por entenderem que Deus é o responsável diretamente pelo o que está acontecendo na terra, como as calamidades, enfermidades, fome, violência etc. devemos entender que ao aceitarmos o pecado consequentemente permitimos a entrada do mau ou o Diabo o qual é o agente destruidor. “E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira”. 2 Tessalonicenses 2:11, aqui o sentido é que Deus permitiria os acontecimentos por causa da desobediência dos homens, é uma forma do homem dar autoridade ao diabo para agir em sua vida, e essa permissão é o Pecado.

Em Gênesis vemos a seguinte expressão: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto”. Gênesis 1.3. Em outras palavras, (palavras minhas), “Deus fala que O que Ele fez é perfeito”.

Certo dia navegando pelo Facebook, fui interrogado por uma pessoa que despertou minha atenção onde uma senhora ficou confusa com esse versículo na bíblia, então me senti na responsabilidade de afastar os pensamentos contrários que certamente ela iria cultivar. Então como servo e filho do altíssimo, fiquei triste em saber que existe muitos que ainda não conseguem interpretar espiritualmente um texto bíblico. Prontamente respondi para a senhora que nesta passagem Deus estava em sua soberana santidade, reconhecendo ser Ele, o criador do (anjo) Lúcifer e não atribuindo a si mesmo o mau que o Lúcifer (Diabo) praticava.

"Deus","O Mau","Calamidades","A ira de Deus","Operação do Erro"Exitem também uma crença de adeptos de certa religião os quais dizem que Deus é bom para os bons e mau para os maus, isso prova como esses religiosos estão longe de Deus.  vemos mais uma vez um argumento falso e contraditório. “Porque Deus faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos”. Mateus 5:45. Deus é imparcial é santo e perfeito. Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Gálatas 6:7

Jó é um dos casos especiais, pois ninguém está imune da tentação, principalmente os que se colocam como servos e filhos de Deus, pois satanás é um instrumento ou agente provador, o qual busca sempre um meio para destruir os filhos de Deus. “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” 1 Pedro 5:8. “E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles. Então o Senhor disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, e disse: De rodear a terra, e passear por ela. E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal. Então respondeu Satanás ao Senhor, e disse: Porventura teme Jó a Deus debalde? ” Jó 1:6-9.

Outro exemplo é o rei Acabe que preferiu acreditar nos falsos profetas e com isso sofreu uma punição. “Então o rei de Israel disse a Jeosafá: Não te disse eu, que ele não profetizaria de mim o que é bom, porém sempre o mal? ”. “E o rei lhe disse: Até quantas vezes, te conjurarei, para que não me fales senão a verdade em nome do Senhor? ”. II Crônicas 18. 15-17. Foi então que o profeta contou a visão e com apresentou um espírito de mentira, e isso aconteceu porque o rei estava racionalmente cego pela vitória e não aceitava a verdade. “Disse mais: Ouvi, pois, a palavra do Senhor: Vi ao Senhor assentado no seu trono, e todo o exército celestial em pé à sua mão direita, e à sua esquerda. E disse o Senhor: Quem persuadirá a Acabe rei de Israel, para que suba, e caia em Ramote de Gileade? Um dizia desta maneira, e outro de outra. Então saiu um espírito e se apresentou diante do Senhor, e disse: Eu o persuadirei. E o Senhor lhe disse: Com quê? E ele disse: Eu sairei, e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas. E disse o Senhor: Tu o persuadirás, e ainda prevalecerás; sai, e faze-o assim”. 2 Crônicas 18:18-21.

Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas. Isaías 45:7.

Deus criou o mal?A expressão usada no versículo não se restringe exclusivamente às calamidades, mas sim a seu autor o próprio Diabo, sendo que o mesmo só atua no mundo e na vida dos homens com a devida permissão de Deus. “Agora, pois, ouve isto, tu que és dada a prazeres, que habitas tão segura, que dizes no teu coração: Eu o sou, e fora de mim não há outra; não ficarei viúva, nem conhecerei a perda de filhos. Porém ambas estas coisas virão sobre ti num momento, no mesmo dia, perda de filhos e viuvez; em toda a sua plenitude virão sobre ti, por causa da multidão das tuas feitiçarias, e da grande abundância dos teus muitos encantamentos. Porque confiaste na tua maldade e disseste: Ninguém me pode ver; a tua sabedoria e o teu conhecimento, isso te fez desviar, e disseste no teu coração: Eu sou, e fora de mim não há outra. Portanto sobre ti virá o mal, sem que saibas a sua origem, e tal destruição cairá sobre ti, sem que a possas evitar; e virá sobre ti de repente desolação que não poderás conhecer”. Isaías 47:8-11.
Eis que eu criei o ferreiro, que assopra as brasas no fogo, e que produz a ferramenta para a sua obra; também criei o assolador, para destruir. Isaías 54:16.

Eis as verdadeiras atribuições de Satanás.

O ladrão não vem senão a roubar, a matar e destruir". João 10:10. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. Apocalipse 12:9.


Pr. Adilau Vieira da Costa

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA UNIVERSAL.

Fonte Pesquisada: https://www.bibliaonline.com.br/

Fonte Pesquisada: http://bibliaportugues.com/

Fonte Pesquisada: https://www.google.com.br/search?



sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A VERDADE SOBRE O SHABAT

janeiro 27, 2017 0

A Verdade sobre o Shabat
O Sábado (Shabat), por ser uma questão doutrinária e institucional, o mesmo ainda persiste em gerar dúvidas e séria resistência por parte dos seus adeptos que tem protagonizado o sábado (Shabat) como um mandamento ainda a ser cumprido, tal pragmatismo religioso, recebeu uma interpretação meramente literal e exclusivista, “O Sábado”, portanto é um dia comum como qualquer outro dia da semana, e sua referência em Gênesis como o dia de descanso aponta para o futuro, sendo na verdade uma profecia e uma referência simbólica da Salvação em Cristo Jesus.

Porque em certo lugar... disse assim do dia sétimo: E repousou Deus de todas   as suas obras no sétimo dia. E outra vez neste lugar: Não entrarão no meu repouso. Visto, pois, que resta que alguns entrem nele, e que aqueles a quem primeiro foram pregadas as boas novas não entraram por causa da desobediência. Hebreus 4:4-6. Esse lugar de repouso é literalmente descrito ao longo da bíblia por vários escritores.

O céu é o meu trono e a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis? Diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso? Atos 7:49. Aqui Deus deixa claro que o sábado não é o lugar ou o dia do seu repouso.

O texto em Gênesis fala que Deus descansou de suas obras, isto é, acabou no sétimo dia, e assim muitos ficam confusos ao interpretar literalmente o que na verdade é uma profecia para o futuro, pois a lei não estava em evidencia nos dias da criação da terra. O descansar ou repousar tornaria Deus um ser limitado e portando não poderia ser considerado como um “Deus”, e sua palavra se perderia no tempo e não teria mais crédito, veja o que o profeta Elias fala do “deus” dos homens. E sucedeu que ao meio-dia Elias zombava deles e dizia: Clamai em altas vozes, porque ele é um deus; pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa que fazer, ou que intente alguma viagem; talvez esteja dormindo, e despertará.1 Reis 18:27. Aqui o profeta descreve o “deus” dos judeus, dos incrédulos, do mundo, como um que dorme e descansa, como um deus surdo, esse é o “deus do sábado”.


Veja o que o profeta Isaías falou:

“Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento”. Isaías 40.28. Davi descreve em poucas palavras um dos atributos de Deus que é a Vigilância. “Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel”. Salmos 121.4.

A interpretação literal do quarto mandamento e sua fundamentação como concerto ou mandamento eterno, tem impossibilitado muitos a não compreender o sentido Espiritual dos textos bíblicos, pois vemos claramente que o sábado como mandamento teve um tempo pré-determinado até a ressurreição de Cristo e o mesmo vem sendo profanado nos dias atuais pelos adeptos das religiões que o considera como uma lei que deve ser cumprida, e assim invalidando o sacrifício de Jesus. “Mas digo isto: Que tendo sido a aliança anteriormente confirmada por Deus em Cristo, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não a invalida, de forma a abolir a promessa”. Gálatas 3:17.

Vemos portanto que o Sábado não é um dia qualquer como os demais dias da semana como descrito por Deus em Gênesis e sim de um lugar predeterminado por Deus para descanso dos seus escolhidos. “A Nova Jerusalém” veja os versículos. “E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido”. Apocalipse 21:2. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vos teria dito. Vou preparar-vos lugar. João 14.2.

Uma pergunta que não pode se calar. Como Deus descansaria no sábado, é possível Deus descansar em um dia de 24 horas, claro que não. Esse 4º mandamento está referindo-se em especial a salvação eterna “Porque, se Josué lhes houvesse dado repouso, não falaria depois disso de outro dia. Hebreus 4:8.

Se observarmos com a devida atenção, o sábado de descanso para os judeus era lei, e esta lei era exclusiva para os mesmos e os gentios eram proibidos de realizar os rituais judaicos, então se esta lei ainda estiver em evidência, estamos todos perdidos e nossa fé é em vão. “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada". Gálatas 2.16. O apostolo continua dizendo... “Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus”. Gálatas 2.19. Estou morto para a lei, portanto, guardar o sábado como lei não é mais uma obrigação. “Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las”. Gálatas 3.10.

As instituições atuais justificam a guarda do sábado como um mandamento e concerto eterno, ignorando que a lei tornou-se maldita, uma vez que a condenação da mesma era carnal ou melhor o indivíduo era castigado, torturado, sendo até morto, isto é, o castigo era físico, mas a graça mata o indivíduo espiritualmente, como ocorreu com Adão e Eva, após desobedecerem a Deus eles não morreram fisicamente e sim espiritualmente. “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Gálatas 3:13.

Então a terra folgará nos seus sábados, todos os dias da sua assolação, e vós estareis na terra dos vossos inimigos; então a terra descansará, e folgará nos seus sábados. Levítico 26:34. Vemos mais uma vez que o “Descanso ou Repouso” de Deus, não se refere a um dia comum como o sábado de 24 horas como muitos afirmam, em sim de um “LUGAR ESPECIAL E PREPARADO POR DEUS”.

Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas. Hebreus 4:10. Isto é, Jesus, após ter sido crucificado e morto, o mesmo foi recebido no céu e está à direita de Deus o Pai. Marcos 16.19, I Pedro 3.22. Assim jurei na minha ira. Que não entrarão no meu repouso. Hebreus 3:11. Mas uma vez a referência “Repouso” indicando um lugar, e não do sábado como um dos dias da semana.

Procuremos, pois, entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência. Hebreus 4:11. Aqui a expressão “procura, pois entrar naquele repouso” aponta para uma atitude do ser humano em aceitar o sacrifício de Jesus e se preparar para estar com ele”, pois é lá o lugar de descanso.  “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”, Filipenses 3:20, O Apostolo Paulo desejou a morte, isto é, estar onde cristo estava, em outras palavras descansar de suas obras. “Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. Filipenses 1.23.


Porque nós, os que temos crido, entramos no repouso, tal como disse: Assim jurei na minha ira.  Que não entrarão no meu repouso; embora as suas obras estivessem acabadas desde a fundação do mundo. Hebreus 4:3. Desde a fundação do mundo aponta para o 4º mandamento dado a Moisés, o qual Deus retrata simbolicamente a figura de Jesus. E para entrar nesse repouso somente através das  obras por meio da fé em Jesus. E a quem jurou que não entrariam no seu repouso, senão aos que foram desobedientes? Hebreus 3:18. O juramento é uma promessa para o futuro.

E outra vez neste lugar: Não entrarão no meu repouso. Hebreus 4:5. Temamos, pois, que, porventura, deixada a promessa de entrar no seu repouso, pareça que algum de vós fica para trás. Hebreus 4:1. Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus. Hebreus 4:9. Visto, pois, que resta que alguns entrem nele, e que aqueles a quem primeiro foram pregadas as boas novas não entraram por causa da desobediência, Hebreus 4:6. Passagens explícitas e objetivas, onde vemos que o repouso ou descanso bíblico era uma promessa (profecia) para o povo de Deus.

Os dois Sábados: O primeiro Sábado foi estabelecido por Deus antes da Lei (Gênesis 2.2,3); O segundo estabelecido por Deus ao povo através de Moisés como uma lei.

O Sábado como mandamento ou o sétimo dia era figurativo e adornado por símbolos e rituais; O Espiritual foi estabelecido por Deus no final da criação do mundo e a lei não estava em evidência; O mandamento que era o literal, foi estabelecido por Deus, que espiritualmente o mesmo envolve toda uma simbologia com seus rituais e alegorias, é só observar que as referências ao sábado da lei são divergentes, e não segue uma  ordem ou cronologia exata, veja: 
a). Uma vez no mês; Sábado de descanso vos será; então afligireis as vossas almas; aos nove do mês à tarde, de uma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado. Levítico 23:32.  
b) De sete anos: Porém ao sétimo ano haverá sábado de descanso para a terra, um sábado ao Senhor; não semearás o teu campo nem podarás a tua vinha. Levítico 25:4;
c) Sete dias e Sete semanas; Depois para vós contareis desde o dia seguinte ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão. Levítico 23:15.
d) No Sétimo mês; No sétimo mês, no dia quinze do mês, na festa, fará o mesmo por sete dias, tanto o sacrifício pelo pecado, como o holocausto, e como a oferta de alimentos, e como o azeite. Ezequiel 45:25. Levítico. 23.24.

A ligação entre os dois sábados requer um discernimento espiritual apurado dos textos bíblicos, o sábado era e ainda é, uma forma de santuário terrestre. Quando Deus santificou o dia sétimo, o mesmo estava de antemão apontando para o cumprimento do sacrifício expiatório de Jesus e sua ressurreição; Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas. Hebreus 4:10. Aqui vemos o repouso de Cristo e o repouso de Deus como um só, Jesus consagrou sua obra expiatória na cruz.

O Sábado também era considerado um dia santo para os judeus os quais deveriam reverenciá-lo e santificá-lo, ou melhor era um dia separado exclusivamente para santificação do povo. "  é o teu santo sábado lhes fizeste conhecer; e preceitos estatutos e leis mandastes pelo ministério de Moisés, teu servo". Neemias 9.14. " Lembra-te do dia de Sábado para o santificar". Êxodo 20.8. " Nem tirareis de casa no dia de sábado as vossas cargas, nem façais obra alguma; antes santificai o dia de sábado, como eu vos ordenei a vossos pais". Jeremias. 17 22.

Mesmo que o sábado seja considerado um dia de repouso para os homens nos dias atuais, como era no antigo testamento, o mesmo não pode ser confundido com o descanso ou repouso descrito em Gênesis, pois ali “ O Sábado” é simbólico e espiritual e os judeus os quais estão presos a seus costumes e tradições não conseguem ver a espiritualidade nos textos os quais apontam para uma salvação em Cristo Jesus, o Messias prometido. E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição. Marcos 7:9.

E por isso o apostolo Paulo aconselha: Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; Colossenses 2:8.

Sombra das Coisas Futuras.

"Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados. Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. Colossenses" 2.14,16,17.

Os judeus, fariseus, saduceus com medo de perderem o status religioso e político os quais estavam sob seu domínio, faziam oposição a cristo e a seus seguidores e por isso perseguiram até mata-lo. Porque nós lhe ouvimos dizer que esse Jesus Nazareno há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos deu. Atos 6:14, e assim fizeram com o apostolo Paulo: E, quando já era dia, alguns dos judeus fizeram uma conspiração, e juraram, dizendo que não comeriam nem beberiam enquanto não matassem a Paulo. Atos 23:12.

Então alguns dos fariseus diziam: Este homem não é de Deus, pois não guarda o sábado. Diziam outros: Como pode um homem pecador fazer tais sinais? E havia dissensão entre eles. João 9.16. “Então Jesus lhes disse: Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem, ou fazer mal, salvar a vida, ou matar? ”  Lucas 6:9. E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. João 5:17. E, tomando a palavra o príncipe da sinagoga, indignado porque Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes curados, e não no dia de sábado. Lucas 13:14. Vemos aqui que o questionamento em si não era os milagres, as curas que eram feitas por Jesus e sim o ato do mesmo estar realizando o mesmo no dia do descanso sabático dos judeus.

Jesus mais uma vez deixa claro que veio para cumprir a lei ou mandamentos que nenhum judeu ou gentio pode cumprir. Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. Mateus 5:17. Se até aquele momento nenhum judeu pode cumprir os mandamentos, como poderão cumprir agora se a lei se tornou espiritual, pois os mesmos continuam na desobediência acreditando em Maomé, João Batista e não acreditam no verdadeiro Messias “Jesus Cristo”, na verdade as instituições Sabatistas, são na verdade Instituições fanáticas e Idólatras pois tem o sábado como dia santo, e com isso desprezam e invalidam o sacrifício de Jesus.

E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Marcos 2:27.  Isto é, o sábado depende do homem e não o homem do sábado, aqui o homem tem o sábado sob seu controle. E ele lhes disse: Podeis vós fazer jejuar os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Lucas 5:34. Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor. Mateus 12:8. E dizia-lhes: O Filho do homem é Senhor até do sábado. Lucas 6:5. Se Jesus é o Senhor do sábado, Ele é meu Senhor e assim como ele trabalhou no sábado e cumpriu a lei, eu também cumpro a lei trabalhando todos os dias, inclusive no sábado.

Jesus foi acusado de profanar o sábado e de não cumprir a lei e baseado no quarto mandamento os judeus acusaram Jesus. E a prova que este sábado era simbólico ou espiritual o qual apontava para a obra redentora de Jesus na Cruz, foi que o mesmo trabalhava no sábado, pois foi exatamente o que os judeus falaram e isso serviu de base para jesus ser condenado. “E, tomando a palavra o príncipe da sinagoga, indignado porque Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes curados, e não no dia de sábado. Respondeu-lhe, porém, o Senhor, e disse: Hipócrita, no sábado não desprende da manjedoura cada um de vós o seu boi, ou jumento, e não o leva a beber? ”. Lucas 13:14,15. Os Judeus trabalhavam no sábado normalmente, mas por demagogia religiosa, os mesmos ao ver jesus trabalhando, foram movidos de uma falsidade religiosa, e assim usaram a lei do sábado como um argumento contra Jesus. 

Foi então que Jesus citou a violação do quarto mandamento pelos judeus. 

“Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa? Mateus 12:5. “Os seus sacerdotes violentam a minha lei, e profanam as minhas coisas santas; não fazem diferença entre o santo e o profano, nem discernem o impuro do puro; e de meus sábados escondem os seus olhos, e assim sou profanado no meio deles. Ezequiel 22:26. Os seus profetas são levianos, homens aleivosos; os seus sacerdotes profanaram o santuário, e fizeram violência à lei”. Sofonias 3:4.:?.

Uma prova infalível de que a lei que era literal para os judeus no A.T., era na verdade simbólica e apontava para o sacrifício de Jesus, pois o mesmo apontava para um ritual a ser cumprido pelos judeus. “De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados”. Gálatas 3:24

Conclusão.

Portanto não há base bíblica para ter o sábado como um dia específico para se descansar, ou ficar sem trabalhar como se fosse um mandamento ou dia considerado por muitos como “Santo”. O Sábado descrito nos dez mandamentos refere espiritualmente a “Nova Jerusalém” como descreve o apostolo. O Sábado é a promessa de Deus aos seus filhos, o qual figura como um concerto perpetuo ou eterno o qual se cumprirá em um dia determinado por Deus.

Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz. 2 Pedro 3:13,14

Porque até agora não entrastes no descanso (no sábado de Deus) e na herança que vos dá o Senhor vosso Deus. Deuteronômio 12:9. Porque disse Davi: O Senhor Deus de Israel deu repouso ao seu povo, e habitará em Jerusalém para sempre.1 Crônicas 23:25. Levanta-te, pois, agora, Senhor Deus, para o teu repouso, tu e a arca da tua fortaleza; os teus sacerdotes, ó Senhor Deus, sejam vestidos de salvação, e os teus santos se alegrem do bem. 2 Crônicas 6:41.

As instituições atuais justificam a guarda do sábado como um mandamento e concerto eterno, ignorando que a lei tornou-se maldita por que não foi cumprida pelos judeus e a mesma tem como sentença a morte e assim essa lei foi pregada na cruz sendo cumprida em Cristo Jesus. E assim nós que estávamos retidos por essa “Maldição”, fomo libertados por cristo para servirmos a Ele em liberdade. “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Gálatas 3:13

Shabat.

No hebraico שבת, descanso/inatividade, no judaísmo como o dia sétimo de Gênesis, após o sexto dia da criação, sendo observado pelos judeus a partir do pôr do sol de sexta feira até o pôr do sol do sábado. A observância do sábado por outras religiões de outros países orientais e ocidentais cai no contraditório pois de acordo com o A.T. tal mandamento é uma lei exclusivista, a qual mantém os judeus presos a lei do A.T., “O sacrifício dos ímpios já é abominação; quanto mais oferecendo-o com má intenção. ” Provérbios 21:27, inclusive aos demais seguidores e religiões, os quais estão fora do plano de salvação em Cristo Jesus, estando os mesmo sob a maldição descrita na Bíblia e assim longe da Salvação.

“E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé”. Gálatas 3.11

Referencias Bibliografias:

https://www.bibliaonline.com.br.
http://bibliaportugues.com/kja/



Pr. Adilau Vieira da Costa.

IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA UNIVERSAL

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

PROFETADAS NAS REDES SOCIAIS

dezembro 19, 2016 0


Profetadas nas redes sociais
A imoralidade Virtual e o Senso da insignificância e a perda dos critérios da moralidade espiritual tem levado muitos a ideias tediosas, onde os indivíduos reconstroem a linguagem universal que está acessível a todos por meio da tecnologia. A teologia como um dos ramos do saber científico, possui em seu olhar um viés ético, o qual impossibilita o desvio exploratório tanto das suas atividades como da sua linguagem e dos princípios éticos, tudo e permeado pela ambivalência, não há espaço para atores inflexíveis no palco da história com narrativas exploratórias do racionalismo, situações estas criadas no espaço virtual afim de promover alterações em seu conteúdo  pragmático, tanto no racional como no imaginário e diversificando a compreensão doutrinária da crítica social e da auto interpretação, construindo assim  uma falsa realidade repleta de dilemas que reduz os espaços do saber científico e da moralidade pela existência de um vácuo criado para sobrepujar a teologia e sua legitimidade.

O Vírus Profético


As novas tecnologias como um vírus profético, abriu as portas para os céticos e fundamentalistas religiosos e demais simpatizantes onde os saberes teológicos e demais ramos científicos vem sendo adulterado e o mal abertamente adorado, com rastros camuflados nas redes sociais, com manipulação das massas, afim de sensibilizar o sofrimento humano, objetivando colonizar seu racional e sua privacidade, subvertendo a lógica da vida cotidiana, em que os indivíduos tentam superar suas dúvidas e continuas incertezas, é por isso que estereótipos e conjecturas são tão comuns nessa cultura social, onde tais teorias conspiratórias são incapazes de confirmar, induzir e sustentar as verdades científicas, no entanto, como quer que seja, a localização do mal nas redes sociais é um fenômeno muito complexo e repleto de suposições com um imaginário apocalíptico, tais induções são construída sob fenômenos supostamente geográfico ou simbolicamente espirituais. Seria tolice negar que tais sistemas de comunicação se tornassem autoritários e totalitários e pudessem distorcer o racional humano e sua sensibilidade, como as relações sociais de países inteiros, das sociedades e dos indivíduos, recriando um inferno no imaginário humano e induzindo o mesmo a erros e interpretação forçadas da Palavra de Deus, tal sensacionalismo objetiva aprisionar o mesmo em sua normalidade e individualidade intelectual onde se configura os mistérios e os símbolos e a sua representatividade espiritual que outorga ao mesmo uma dignidade com uma linguagem sensível e uma vida de simplicidade cristã.

Banalização do Mal.

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O mal além de ser banalizado nas redes sociais é revelado em suas variadas facetas e decepções nesse mundo, não é de se surpreender que a sociedade atual ainda interpreta os holocaustos ocorridos na história do mundo como uma simples orgia de monstros e demônios e como um conjunto de condições horríveis sob as quais os indivíduos na atualidade fariam as mesmas coisas que os povos no passado, que é considerado como uma fuga para dilemas insuportáveis do ser humano dos seus objetivos e da aniquilação dos seus adversários ideológicos. O uso das Redes Sociais para propagar falsos ensinos e blasfêmias virtuais, configura-se em uma ideologia fragmentada e medíocre, que atualmente se revela com altíssima frequência na sociedade por meio dos mecanismos de comunicação, com apresentação de catástrofes, cenas de crimes, terrorismo, afim de atrair a sensibilidade e atingir o racional humano com tais sofrimentos, evitando assim um olhar ético, onde a crença nesta modernidade não consegue explicar o mal do século tornando o mesmo inquestionável, “Santo Agostinho afirma que o mal existe como uma realidade independente e paralela e não como uma insuficiência  do bem”.

A Cegueira Moral

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Voluntariamente escolhida, imposta ou aceita, mesmo com certa resignação, de uma época que, mais que qualquer outra coisa, necessita de rapidez e acuidade da compreensão e dos sentimentos. Para que possamos recuperar nossa sagacidade em tempos sombrios e precisamos devolver a dignidade, da mesma forma que as ideias da inescrutabilidade essencial dos seres humanos, aos grandes homens e mulheres do mundo, nesse diálogo vemos a perspectiva de uma adiaforização (exclusão do domínio da avaliação moral), das redes sociais com suas mensagens subliminares de moralidade, que nos permite desenvolver um diálogo sociológico e filosófico da triste realidade desta utopia virtual e desta globalização fracassada com sua insignificância com a perda dos critérios da moralidade. A teologia (Palavra de Deus) tem sido um segmento multifacetado e fragmentado pelas atividades humanas causando danos colaterais como uma peste abrangente e onívora, usamos o conceito de “Insensibilidade Moral” como um tipo de comportamento empedernido, desumano e implacável, ou apenas uma postura imperturbável e indiferente, assumida e manifestada em relação aos problemas e atribulações de outras pessoas, como exemplo:


O lavar das Mãos

De Pôncio Pilatos que em sua esfera dos fenômenos anatômicos e filosóficos dos quais extraímos o seu significado fundamental é a disfunção dos órgãos, como os sentidos; ótica, audição, olfato, tato, como resultado da total incapacidade de perceber os estímulos que foi artificialmente induzida ou auto administrada, a insensibilidade leva necessariamente ao processo de individualização e a não avaliação dos processos morais. O advento teológico e sua prevalência de “Revelações Sagradas” tem sido amplamente interpretadas como um passo gigantesco no caminho da “libertação” do indivíduo (essa interpretação funciona de modo ambivalente como livre das restrições que todas as obrigações como os outros tendem a estabelecer sobres nossas escolhas). O que torna essas interpretações questionáveis, contudo, é a noção da “mutualidade”, neste caso, um enorme e infundado exagero. 

Redes Sociais.

A distinção essencial das “Redes”, nome agora escolhido para substituir as antiquadas ideia, anteriormente defasadas, conhecidas como “comunidades”, onde tais calamidades afetam as ações da moralidade e saturam os ambientes modernos no intuito de reprimir e sufocar com pressões tácitas, mas refratarias e insubordinadas, do impulso moral, onde a desatenção com os regulamentos religiosos e morais e o desprezo pela responsabilidade evocada nos termos teológicos, deixam um amargo sabor, são mensagens para camuflar o pecado de forma egoística como uma auto referência e  os verdadeiros motivos e as tentações que fizeram acontecer, sendo representado como um feito moral e  instigado pelas transgressões geradas pela cultura secular. Portanto a insensibilidade moral induzida e maquinada tende a se transformar numa compulsão ou numa “segunda natureza”, numa condição permanente e universal, como a dor de uma moral extirpada em consequência de seu papel salutar como instrumento de advertência, alarme e ativação. A teologia quando sufocada por interpretações forçadas, torna preocupante nos vínculos religiosos, tornando cada vez mais débil e frágil, tornando a concepção da modernidade semelhante a visão apocalíptica, com tendências em demonizar tudo com uma ansiedade de destruição tanto fisicamente como materialmente essa mentalidade generalizada é propensa para justificar certas experiências ao demonizar o ser humano. A modernidade como um produto altamente humano e reconhecido como uma escolha humana, assim como o modo de pensar e agir, quando selecionado e praticado por seres humanos, no papel então reservado a “Satã” o qual é invisível à maioria e visto apenas por poucos escolhidos, sendo então reconhecido em seus aspectos com sérias consequências e efeitos colaterais desse projeto de modernidade denominado de tecnologia ou redes sociais, os quais gerenciam a vida dos indivíduos no mundo moderno.

A Religião

A postura religiosa do monoteísmo como um “projeto da modernidade”, foi plenamente e totalmente herdada de séculos de domínio eclesiástico com mudanças que implicou na substituição de diferentes nomes das velhas e sagradas entidades por outras novas e profanas, dentro de uma antiga matriz que ficou intocada quanto aos verdadeiros aspectos do saber científico, permitindo que pessoas comuns apresentassem um sereno fanatismo os quais destruíram o próprio trono e viraram a velha ordem das coisas de cabeça para baixo, a modernidade aqui mencionada em que  vivemos é uma época caracterizada pelo cultura do medo e da auto revelações e da fixação do sensacionalismo barato, a busca da fama e da valorização financeira e pessoal como a  valorização do pânico em forma de um teatrismo moral e dos cenários apocalípticos com elevada ironia e uma falsa modéstia, cada fenômeno causa surtos de pânico com reações exageradas pela falta dos conhecimentos proféticos, nutrindo o imaginário humano com terremotos, tsunamis, homicídios, guerras, e outros desastres naturais até previsões de guerras. São mensagens sensacionalistas, onde a ferramenta usada é terrorismo ou catástrofes naturais ou sobrenaturais afim de criar um pânico geral e gerar o medo nas comunidades em geral. Esta é a geração onde a fé está sendo substituída pelo pânico, pelo terror, pela destruição, dando a entender o surgimento de uma nova era. A ERA DO MEDO.

Pr. Adilau Vieira da Costa

Referências Bibliograficas:

Fonte Pesquisada: http://google.com.br/imagens
Fonte Pesquisada: https://www.bibliaonline.com.br/
Fonte Pesquisada: http://bibliaportugues.com/