quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O TERMO "BAAL" NA BÍBLIA

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Vários são os estudos sobre o termo Baal, (em hebraico: בַּעַל), o qual era um deus fenício e a pronúncia desse vocábulo nos textos bíblicos tem causado sérios conflitos doutrinários, não irei falar do mesmo nesse artigo e sim em seu sentido Etimológico. A Etimologia é o estudo gramatical da origem e história das palavras, de onde surgiram e como evoluíram ao longo dos anos. Do grego "etumologia", a etimologia se preocupa em encontrar os chamados étimos (vocábulos que originam outros) das palavras. Como por exemplo podemos citar a evolução de alguns vocábulos com significados diferentes.
O termo Baal não é um vocábulo pagão quando usado no sentido etimológico, portanto não há como associar aos termos bíblicos o vocábulo Baal como um “deus”.
Ao longo da história dos povos e no desenvolvimento de sua linguagem, esse vocábulo “Baal” foi tomando novos sentidos, mas isso é assunto para um autodidata o qual estuda as origens dos povos, suas culturas e sua língua e o seu desenvolvimento no decorrer dos tempos, sabemos que a língua de um povo é influenciada por outras línguas ou povos, como podemos ver em nossa própria língua o português sofreu influência de várias outras culturas como o grego, o latim, o guarani, espanhol entre outras, onde a mesma palavra tem vários sentidos. Pois o vocábulo Baal só pode ser considerado um “deus pagão” quando usado nos termos fenício e não nos termos Bíblicos.
Não se pode aplicar os termos descritos na bíblia a Baal pois os mesmos têm significados diferentes. a palavra "baal" adquiriu um sentido torpe, humilhante, desagradável, ofensivo: sentido pejorativo. Na teologia cristã, o conceito filosófico do vocábulo "baal", foi sendo adaptado na cultura e nos costumes hebraico e assim sofreu essa adaptação nos evangelhos tomando novos sentidos, onde a palavra "baal" que tem em sua origem fenícia o sentido de Senhor, Marido, Governar etc, adquiriu novos sentidos gramaticais os quais foram motivados pelo anseio existencial humano e exaustivamente discutido pela filosofia o qual representava em sua origem pelos fenícios a busca de uma segurança que era oposta aos desígnios de Deus.
Veja o que Jesus disse: Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida, e a Escritura não pode ser anulada” joão 10.35. “Há, por exemplo, tanta espécie de vozes no mundo, e nenhuma delas é sem significação”. 1 Coríntios 14:10, em outras palavras, existem variadas opiniões, todo tipo de fé, "Um só Senhor, uma só fé, um só batismo" Efésios 4:5, "Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores)". 

Há vários outros vocábulos citados na Bíblia como nesse artigo, cuja palavras possuem em sua cadeia etimológica variados sentidos, e "baal" é apenas uma delas.
O vocábulo “Baal” antecede a outros idiomas inclusive ao Hebraico, que foi usado na bíblia de forma etimológica e não no sentido religioso, esse vocábulo é usado largamente nos textos bíblicos, esse vocábulo “Baal” só tem sentido pagão (monoteísta) nas línguas de Origens que são Fenícia, Arcadiana, Aramaico, etc., mas nos textos bíblicos o mesmo é um vocábulo de conotação gramatical e no sentido idiomático ou pejorativo, como podemos analisar em alguns versículos: Gen. 20.3 – Ex. 21.22 – Isaías. 54.5 – Provérbio 12.4 “A mulher virtuosa é a coroa do seu marido, mas a que o envergonha é como podridão nos seus ossos. ” Aqui o termo “marido é Baal, ,בעל  e tem o sentido de senhor, marido e não de “deus– Marcos 10.12 – Lucas 2.36, “ E, se a mulher deixar a seu marido, e casar com outro, adultera.” Aqui o termo também é Baal e tem o mesmo sentido de senhor, marido, e não deus como muitos afirmam. onde tais expressões usadas é “Baal, בעל” que não tem sentido de “deus” e sim literalmente como na tradução para o português “Marido”, o vocábulo “Baal” é um termo grego e foi usado no sentido de marido ou possuidor e não como um “deus” como muitos afirmam o uso desse vocábulo é comum entre muitos personagens, assim como podemos exemplificar em outras palavras Ex: o vocábulo; Manga, que pode significar parte de uma camisa, uma fruta, uma parte de uma fazenda (Pasto, pastagem ou manga como é comum em alguns lugares). Portanto podemos observar que se trata do mesmo vocábulo com sentidos diferentes.
Quem é o Baal descrito na Bíblia.


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Baal é uma palavra semítica  que significa Senhor ou Lorde. A raiz da palavra significa ele governa ou ele possui, de onde vem o significado literal de senhor ou lorde, e também de marido. Baal, com o artigo definido, Baal, era o nome do principal deus masculino dos fenícios  e cartagineses, e aparece na Bíblia no plural, como baalim. Baal é identificado como Moloque.

Outros sentidos para o termo Senhor: Kýrios, Escrituras gregas. Apesar dos Evangelhos serem escrituras cristãs, estes foram escritos por judeus no primeiro século depois de Cristo e foram escritos no hebraico. Já no final do primeiro século, começaram a substituir o Tetragrama YHWH pela palavra em grego Kýrios, que tem um sentido idêntico a Adonai e também significa "Senhor". Kyrios é uma palavra de origem grega, que significa “Senhor”, “Lorde” ou “Mestre” e é utilizada como sinônimo de Deus ou Jesus entre os cristãos gregos.

Quando os judeus começaram a traduzir as escrituras do Evangelho cristão para o idioma grego helenístico, criando a Septuaginta, nome da bíblia hebraica para os gregos o termo Kyrios era o mais adequado para traduzir o sentido da palavra Adonai ou do tetragrama YHWH, que eram utilizados para se referir ao “Senhor Deus”.
Durante o reinado do Rei Acabe o Nome (vocábulo) Baal foi associado aos cultos e aos ritos da divindade fenícia que foi introduzida em Samaria por Jezabel e as suas associações idolatras que consequentemente causou o descrédito. I Crônicas 8.33,39. No reinado do rei Acabe, Baal foi servido em Israel por 450 sacerdotes (Ireis 18.19), bem como pelos profetas (II Reis 10.19) e os seus adoradores que usavam vestimentas quando seus rituais eram realizados (II Reis 10.23). A oferta comum feita ao deus (Baal) consistia em incenso (Jr. 7.9) e holocausto em ocasiões especiais e a vítima era humana (Jr. 19.5) as vezes os sacerdotes trabalhavam em estado de êxtase e dançavam em volta do altar cortando-se com facas (I Reis 18. 28,29).
Portanto os termos usados na Bíblia têm conotações espirituais e devem assim serem entendidas para não incorrer em erros.

Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido”.1 Coríntios 2:14,15

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