segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

EXISTEM PROFETAS AINDA HOJE?


O PROFETA.
É alinhado aos apóstolos em relação ao fundamento da Igreja, tendo a Cristo como pedra angular.
Na Igreja primitiva, eram homens de considerada aptidão espiritual, conhecidos por suas declarações inspiradas, os quais diferenciavam dos demais pregadores. Era reputados, quanto a categoria ministerial, imediatamente depois dos apóstolos. Exerciam seus ofícios em virtudes dos seus dons carismáticos do que por nomeação por parte da Igreja, não há evidencia na Bíblia sobre a sua forma consagratória.
Alguns dos Profetas do NT.
Em Atos 11.27, registra a perseguição sofrida pela Igreja Cristã, “desceram alguns profetas de Jerusalém para Antioquia”. Quando lemos Atos 13.1, encontramos uma relação de nomes de profetas que cooperavam com a Igreja de Antioquia. São eles: Barnabé,Simão por sobrenome Niger, Lúcio de Cirene, Manaém e Saulo. Outros nomes de profetas como Judas, Silas e ágabo, estão registrados em Atos 15.32 e 21.10. Porém, é perfeitamente admissível que o número de profetas do Novo Testamento é bem maior do que aquele que é registrados nominalmente. É bem provável que certo número desses profetas da Igreja primitiva fizessem parte dos setenta discípulos, cuja missão é descrita em Lucas 10.

Há profetas ainda hoje?
Conforme entendimento do ministério profético à luz do contexto histórico do Antigo e Novo Testamento, é perfeitamente aceitável que já não há mais profetas que se distinga através dum ministério profético no modelo do ministério exercido pelos profetas dos dois Testamentos. Existem uma grande diferença entre o Dom da Profecia e o Ser um Profeta.
  1. No capitulo de Atos 21, Felipe, o evangelista, tinha quatro filhas que profetizavam. O versículo nove, porém sugere que elas profetizavam esporadicamente. Isto é de vez em quando. Saul, profetizou, porém em lugar algum da Bíblia ele é chamado de Profeta, Segundo o Apóstolo Paulo, todos os crentes podem profetizar, um de cada vez.
  2. Os profetas e as profecias do Antigo e Novo Testamento, tinha um propósito específico e preestabelecido dentro dos moldes divinos foram alguns dos muitos meios usados por Deus par revelar seu propósito eterno para com a humanidade. Portanto, encerrado o cânnon divino, se encerrou também a atividade profética dentro desses padrões. (Lucas 16:16) - A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus, e todo o homem emprega força para entrar nele.
Concluímos, pois, afirmando que a profecia permanece na Igreja, hoje, mas com funções específicas de edificar, exortar e consolar os santos, e nunca de adicionar novas revelações à quilo que a Bíblia já registra com suficiência.

2 comentários:

Levi Matheus disse...

Em Hebreus 10:1 diz que a Lei tinha a sombra e não a imagem exata dos bens que hoje desfrutamos em Cristo. Partindo deste ponto eu creio que ainda há profetas no seio da Igreja, não como os da Antiga Aliança, mas como parte integrante do corpo de Cristo para edificá-la, não com revelações doutrinárias, mas consoladoras e de orientação, assim como Ágabo quando predisse pelo Espírito Santo, da fome que se abateria ao mundo daquela época, ou quando revelou que Paulo seria preso em Jerusalém (Atos 11:28 e 21:10-11). Para mim, esta é a diferença entre os profetas do Antigo e do Novo Testamento. Justifico minha tese nas Escrituras, pois quem tem o dom de profetizar é chamado por Paulo de profeta em 1 Coríntios 14:32,37,39, e como se sabe, nenhuma doutrina originou-se dos profetas (os que tinham o dom de profetizar) da Igreja de Corinto para regrar a Igreja do Senhor. É nisto que eu creio!

Levi Matheus disse...

Quando digo Igreja refiro-me à "geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido" (1 Pedro 2:9), e não à igreja secular.