terça-feira, 23 de novembro de 2010

A VITORIA SOBRE O PECADO

 
Jesus na Cruz
É possível que uma vida dominada pelo pecado se deva ao fato dela desconhecer que existe uma graça abundante que o pode libertar dessa escravidão!. Um peixe está morrendo fora d'agua: então ele dá um salto caindo dentro d'agua. Ali está o refúgio: é assim que entendo o que é a superabundância de graça – O lugar onde devemos refugiar. - Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;(Romanos 5:20).
Não se trata aqui de lutar contra o pecado, mas de mergulhar na graça. É nesta superabundância de graça que se anula o pecado. O pecado fica reduzido ao esquecimento. O crente entra em graça tão abundante que esquece de pecar.

Quando um piloto, sobrevoando sobre uma região onde há uma tempestade, e olhando para baixo ele vê as pessoas em pânico. A graça significa essa altura, essa elevação, este estado, esta posição, porque a graça nos foi outorgada por intermédio da morte e ressurreição de Cristo, para que nós saíssemos do estado de pecado, e entrássemos no estado da graça.
Vida em pecado não é vida na graça! A vida em pecado ainda não atingiu a graça. O apostolo Paulo discute o mecanismo da graça na nossa experiência: (Romanos 6:1) - QUE diremos pois?Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? (Romanos 6:2) - De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?. E a resposta é: De modo nenhum, nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele!.(RM 6.2). Pois se estamos em estado de graça, saímos do estado de pecado, e a permanência no pecado é a evidência de que não estamos vivendo na graça. (Romanos 6:14) - Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. Esse estado de graça não tem nada a haver com o pecado. É graça abundante.
Um Senhor contou-me certa vez que, quando era moço, era muito perdido, muito devasso, muito perverso. E toda a sua família tinha medo de que ele se casasse, porque iria fazer a esposa sofrer do mesmo modo que ele fazia com as outras pessoas. Além de jogador, até criminoso. Ele me contou que se casou com uma moça tão amável, tão preciosa, tão excelente, uma companheira que o encantou de tal maneira, que ele se esqueceu de continuar com aquela vida perdida que até então vivera. Disse-me “ Ela me amarrou com o seu amor, carinho e bondade. Eu que não conhecia o que era o amor, nela o encontrei”.
Quando entramos nessa abundancia de graça, nós esquecemos até o hábito de pecar. Esquecemos-nos de pecar! Onde a graça abundante está ocupando, não há espaço para o pecado.
Destaquemos bem esta expressão: “ A nossa morte para o pecado”. A nossa morte para o pecado é exatamente a operação da graça, e esse estado de morte torna a pessoa indisposta para o pecado. O sentido da separação do pecado pela abundancia de graça é comparável a um estado de morte. Morremos!. Mas que espécie de morte é essa?. Veja a explicação: (Romanos 6:3) - Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? . Fomos batizados na sua morte. Não em água, mas sim na morte e em Jesus. Esse batismo nos leva ao revestimento de Cristo. (Gálatas 3:27) - Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo.
A solução não está em apenas crermos na morte de Cristo. É necessário no identificarmos com ela. E isso só conseguimos pela fé. É verdade que Cristo morreu? É verdade! Então Cristo era um pecador. (Romanos 6:23) - Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. Mas Jesus Cristo não era pecador, Mas de quem eram os pecado que mataram a Jesus?. Meus, eram meus! . Foram os meus pecados que mataram a Jesus. E de quem era a morte que causou a morte em Jesus? Minha!
Se eu creio que os pecados que levaram o Senhor a morrer são os meus, consequentemente terei que admitir que também esta morte é minha. Ele não era réu de morte, porque nunca pecou!(II Corintios 5:21) - Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus. Essa morte causada pelo nossos pecados é a nossa.
“...E quem não toma sua cruz...” (Mt 10.38) Qual é a minha cruz?. É aquela que está no centro do calvário. Haviam tres cruzes, uma do ladrão, a outra de outro bandido. A do meio era a minha, ele fez este favor gracioso de carregá-la por mim. Aquela cruz é a minha, e a morte de Jesus é minha. Os meus pecados mataram a Jesus.
Qual é o objetivo desta morte?. O pecado é mais do que uma simples desobediência. O pecado é a perversão do individuo. A personalidade do individuo passou a funcionar num sentido contrario aos Propósitos de Deus. Como esta natureza pervertida, ficou estabelecida no ser humano, pela força do diabo e do pecado, o chamado “Homem Velho”, e o “homem velho” tem a sua vontade, e a sua vontade é servir ao pecado. Então qual é o melhor processo?, Amarrar esse “homem velho”, prendê-lo?, Castigá-lo?, fazê-lo passar fome?. Já ouvi várias propostas assim, mas não operam a destruição do “homem velho”.
Lembro-me de uma lenda, a lenda do Tatu que foi condenado à morte por ter roubado um espiga de milho da cabrita. O macaco era seu advogado de defesa, propôs astutamente que ele devia ser enterrado vivo!. Os bichos todos concordaram com essa morte cruel. Assim o Tatu sepultado, ficou livre e não morreu. Assim muitos tratam o “homem velho”. O “homem velho” tem seus advogados que acham que se deve dominá-lo, que se deve agradá-lo, e creio que há muitos que acham que se deve até satisfazê-lo. E com isso como se vive uma vida cristã? De que jeito?. Eu não entendo como é que se pode viver a vida mantendo vivo o “Homem velho”.
A experiência da cruz mostra que ela não é apenas um instrumento de carregar os nossos pecado. A cruz carregou também o que chamamos de “desejo de pecar”. Jesus carregou na cruz essa inclinação para o mal, pervertida, deturpada. Se o seu problema é o desejo de servir ao pecado, lembre-se que a solução não é evitar o pecado, e, sim correr ao pé da cruz e ver o que foi feito do seu “homem velho”, e aceitar pela fé a sua crucificação: e o desejo de pecar vai para o inferno com ele.
O Espírito Santo quer morar em nossa vida, ele precisa de uma morada limpa, imagine que ele chegue em nossa casa e encontre um porco, o lugar onde o porco vive é um lugar sujo, e consequentemente o ambiente está corrompido, e se há um “homem velho” Deus não pode morar.
A carta aos romando mostra que não interessa tratar simplesmente da podagem do pecado. Cortá-la pelo tronco não resolve. É necessário ir as raízes.
Lamento que muitos pastores e crentes inteligentes procurem levar os membros das igrejas a uma vida de santificação, sem primeiro tratar com a morte do seu “homem velho”. Não adianta ensinar o Urubu a comer milho é impossível. Ele não aprende porque não tem natureza para isso. A erradicação do pecado só é possível na crucificação.
Agora podemos começar a jornada da santidade. E nessa jornada é que está o verdadeiro sentido da vida cristã. Por isso, a doutrina cristã é profundamente sadia no livro de Romanos, porque trata radicalmente com o pecado do homem e o coloca em condições de marchar em pleno estado de pureza.

Um comentário:

Pr. Natanael S. Pinto disse...

A Paz do Senhor Jesus seja convosco! Para companheiro quero agradecer por prestigir nos trabalho, deixando o seu recado. Quero parabenizar pelo belo trabalho do blog.
Abraços.

www.prnatanaelsp.com.br