domingo, 10 de fevereiro de 2013

A SUJEIÇÃO FEMININA NA BÍBLIA VERSOS PODER PATRIARCAL


A restrição ao sexo feminino na sociedade religiosa e nos púlpitos das igrejas ainda permeia nestes últimos dias, onde a leitura bíblica nos moldes patriarcal insurge em meios a uma exegese antiquada e ultrapassada. O contexto histórico com suas tradições e costumes insistem em uma base fundamentalista, desprezando a sensibilidade pelo outro e pelo verdadeiro conhecimento bíblico, mas um estudo minucioso e apurado nos apontam até erros doutrinários e acepções onde o texto mantem o tradicional e costumes como lei e onde a tradição se mantêm com seu forte teor doutrinário.  Antes de vermos os versículos que restringem e excluem a  atuação da mulher e do pobre, vamos ver outros que igualam o homem e a mulher: “E disse Adão: Esta é agora ossos dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. Genesis 2.23,24.

Os versículos acima não tratam de uma lei escrita, mas de uma lei moral e Espiritual, vemos uma igualdade sem nenhuma restrição ou distinção, obs.: “ossos dos meus ossos, carne da minha carne, uma só carne”.
O fato do apostolo Paulo culpar a mulher é uma variante da época  em que o texto foi produzido, onde foi levado em conta a tradição. “Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível”. Fil. 3.6, vemos que a discriminação referente às mulheres “era como se fosse lei para os judeus”. “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja. Porventura saiu dentre vós a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós?” I Cor. 14:34,35,36. “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão” I Tim. 2:11,12,13,14.

Deus Culpou a Adão a Eva e a Serpente.

“Então o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida”.
“E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará”.
“E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida”.

Podemos ver claramente que o Apostolo errou gravemente em suas denúncias pois Deus proferiu o castigo a ambos, ou melhor, todos erraram. Culpar as mulheres era uma tradição propagada entre os judeus e não lei, era uma forma de acepção cultural e tradicional. Mesmo sendo orientado pelo Espirito Santo a Escrever as Epístolas, a tradição falava mais forte. “Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus”. I Co. 11.12.

Outro erro gravíssimo do Apostolo Paulo foi quando o mesmo disse: “Porventura saiu dentre vós a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós?” I Cor. 14:34,35,36. Não se sabe a realidade vivida pelo Apostolo Paulo, mas desconhecer que Maria foi escolhida para ser a mãe de Jesus é ignorar a presença da mulher na história e a sua importância para o cristianismo.

 “E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: “Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.  E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus”. Lucas 1.28,35.  A exclusão das mulheres e dos pobres era uma forma de exaltação sendo comum até nos apóstolos,  o apostolo Pedro foi um dos exemplos, quando rejeitou a visão que Deus lhe deu,  “E viu o céu aberto, e que descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas quatro pontas, e vindo para a terra. No qual havia de todos os animais quadrúpedes e répteis da terra, e aves do céu. E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro, mata e come. Atos. 10.11,12,13.

“E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu comum ao que Deus purificou”. Atos 10. 15.

A exclusão era um orgulho vivenciado entre os judeus, onde era comum a rejeição das mulheres e dos pobres do meio social. A realidade sempre foi diferente para os indivíduos,
tanto na história como na sociedade em que os mesmos estão inseridos.  “Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada”. Lucas 1.48. “Com o seu braço agiu valorosamente; Dissipou os soberbos no pensamento de seus corações”. Lc. 1.51.


A verdade é que a realidade orienta e até determina uma interpretação do texto bíblico é a realidade em que se vive, esta  realidade com suas mazelas e prazeres, com seus sonhos e dissabores, é o lugar onde se entretece os textos bíblicos, sendo portanto uma porta de entrada para estruturar a compreensão do horizonte desta sociedade, sendo necessário o uso até de instrumentos provenientes de outras áreas do conhecimento para entender essa realidade. O nosso viver implica em estarmos em sintonia com a nossa realidade  e do outro, e vivenciarmos nosso dia a dia, implica em ouvir os silêncios e os gemidos as dores e os suspiros desta nossa realidade. Um destes instrumentos é a sensibilidade, uma fala não articulada onde as diferenças biológicas devem se fundir levando em conta que as experiências culturais e sociais, ou históricas, são elementos construídos e constitutivos. A metodologia aplicada deveria tratar as evidencias e resgatar a experiência onde as mulheres foram vítimas de um mecanismo de repreensão e exclusão, sendo necessário resgatar o aspecto relacional e dinâmico das experiências.  O sincretismo religioso, o contexto histórico social e político, além do cultural, contextualiza e permeia uma postura crítica, articulando a ausência  feminina na história bíblica. Esta concepção fundamentalista arrancam o texto de seu contexto histórico não levando em conta a realidade social e as condições vividas que induziram a produção dos textos, para com isso prevalecer um sistema dominante e patriarcal, articulando os textos e tomando para si a autoridade que só pertence a Deus.

Estamos vivenciando uma nova realidade, onde não podemos ancorar os textos bíblicos aos nossos antepassados, onde a verdadeira exegese e a hermenêutica, devem corrigir esta distorção e exigir uma nova postura da sociedade religiosa frente aos desafios ainda a serem enfrentados. A liderança não pode ser entendida como “um poder” e sim como um mediador para se alcançar e intermediar o diálogo com finalidades pré determinadas, neste caso, “A Salvação das almas”.  A Liderança deve ser alcançada por méritos e não por imposição, o líder deve ter qualidades inerentes às suas funções, “E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos”. Zac. 4.6.

4 comentários:

Residenci-lar disse...

VOCÊ Tem postes MARAVILHOSOS!

jussara vaz tavares disse...

Olá adorei seu blog seus posts são lindos adorei já estou lhe seguindo espero sua visita http://www.cantinhojutavares.com

Marcia Varella disse...

Graça e paz! Fiquei muito feliz com sua visita, que Deus continue abençoando grandemente o seu ministério e toda sua família.
Desejo-lhe uma semana de grandes vitórias.
Um grande abraço.
Márcia Varella

http://gospelcards.blogspot.com.br/

Marcia Varella disse...

Gostei muito do seu blog e estou seguindo.
Fique na paz!