quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

POR QUE OS DISCÍPULOS NÃO FALARAM EM LÍNGUA ESTRANHA NO DIA DO PENTECOSTES?

Por quê os discípulos não falaram em língua estranha?
O Pentecoste, era uma festa sagrada do Antigo Testamento e que ocorria cinqüenta dias após a Páscoa. Daí a razão do nome Pentecoste, que é derivada da palavra grega quinquagésimo. Lendo Levítico 23. 15-21 encontramos a sua posição no calendário das festas de Israel. E, CUMPRINDO-SE o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar. Versão ARC. (Atos 2:1)

O décimo segundo Apóstolo.

A escolha dos doze apóstolos não é uma mera coincidência, os doze apóstolos representavam as doze tribos de Israel, e por isso deveriam estar completos para então tomarem posse da benção celestial. Vemos que antes da manifestação do Espírito Santo, o Apóstolo Pedro preocupado pediu que o Espírito Santo mostrasse qual dos dois discípulo era o escolhido, e a sorte caiu sobre o Matias.

O significado típico e representativo; os quase cento e vinte apóstolos significavam as primícias da Igreja e os judeus e os gentios os dois pães. Era a primeira dos milhares de Igreja que desde aí tem se espalhado por toda a face da terra. O fato que o Don de Línguas como que de fogo pousando sobre cada um deles, indicava que tinha inicio ali uma nova dispensação, “A do Espírito Santo”, e que as línguas não mais seria concedido à comunidade como um todo, e, sim, a cada membro em particular.

Todos Reunidos no mesmo lugar.

Por que os discípulos não falaram em língua estranha?
Estavam todos reunidos no mesmo lugar, com um só pensamento, com um só coração, eram cento e vinte corações que palpitavam como um só, aguardando o poder que os habilitaria a testificar do Senhor Jesus Cristo, “tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da Terra” (At 1.8).

Estavam aguardando ansiosamente a entrada triunfal Daquele que ira mudar de uma vez por toda a vida de cada um e da humanidade, o suspense era total.
“...E de repente veio do céu um som”. Era u som intenso, penetrante, que vinha de cima - “do Céu”. O recinto foi tomado do silencio. Uma voz mansa e interior segregou a cada discípulo ali reunido: “É chegada a hora!” O som, que parecia distante, agora chegou mais perto. Foi como o ruído dum redemoinho, o estrondo de uma tormenta _ “ como de um vento veemente e impetuoso”. Primeiro aquele vento veemente e impetuoso, encheu toda a casa, a presença do Espírito Santo naquele ato foi unanime, todos ao mesmo tempo foram cheios e todos ao mesmo tempo falaram. (At .2:3,4). Começando aqui a dispensação do Espírito Santo.

"… e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem".

Por quê eles não falaram em “línguas estranhas”.

Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. (I Corintios 14:2) -

Nos versículos (8, 9, 10,11,12), tem a resposta. “ como pois os ouvimos cada um, falar na nossa própria língua em que somos nascidos?.(v 11) temos todos ouvidos em nossa própria língua falar das grandezas de Deus. Os apóstolos não falaram em “línguas estranhas”, e sim em um língua conhecida do povo.
Por quê eles não falaram em Línguas estranhas naquele dia?
Por que o propósito de Deus era além de cumprir suas promessas era também fazê-las conhecidas a todas as nações. A data estratégica foi escolhida por Deus, pois estava em Jerusalém naqueles dias, habitantes Judeus, e varões religiosos de todas as nações, que estão debaixo do céu. (v 5).

Ao serem batizados eles profetizaram: (At 2: 11).

Batismo com o Espirito SantoAli os profetas profetizaram, revelando ao povo  o cumprimento das profecias relativos àqueles
momentos tanto do presente, do passado e também dos acontecimentos que iriam ocorrer no futuro. por isso era preciso falar na linguagem popular dos ouvintes.

As línguas faladas eram línguas que foram esquecidas, ou melhor, de povos já extintos, essas línguas conforme comentarista Pat e David Alexandre do Manual Bíblico SBB, que diz se tratar de línguas mortas da era da torre de Babel. (Gn 11:1.9).os quais disseram que ali foi anulada a maldição de forma espetacular.

Fato Histórico. Os gregos exerceram naquele período, uma tríplice influência sobre o mundo de então, através dos seus filósofos, do brilhantismo do seu pensamento e da universalização da sua língua, dando com isso uma valiosa contribuição para o advento do cristianismo, disseminando a língua em que o evangelho seria pregado ao gênero humano pela primeira vez. O koiné tornou-se o dialeto comum e quem falasse era entendido em toda a vastidão do império.

Os gregos levaram o Povo a pensar através de sua influência filosófica e de suas pesquisas relacionadas as grandes perguntas da vida. Esta curiosidade intelectual e a prontidão de raciocínio prevaleciam nos principais centros Greco-romanos, lugares estes alcançados mais tarde pelos bandeirantes do Cristianismo. Quando o Apostolo Paulo chegou a Atenas, o povo e os intelectuais movidos pela curiosidade e pelo interesse por novidades e pela acurada busca pelo desconhecido fizeram da mensagem cristã o centro de todas as atenções.

E todos pasmavam e maravilharam-se..(At 2: 6)


Milhares de Judeus se concentrava atônitos, perplexos, diante do cenáculo, atraídos pelo misterioso som, foi uma agitação só, um grande alvoroço, todos correram de encontro ao cenáculo para presenciar os acontecimentos. ( At 2.15). Aquilo era algo novo os discípulos falando em outras línguas e se comportavam como se estivessem bêbados (At 2.13).

O Efeito imediato do Batismo.

Pedro, antes considerado um homem humilde e iletrado, medroso por ter traído a sua fé e a Jesus,
Por quê os Discípulos não falaram em língua estranha?
agora sob uma poderosa “Unção”, um novo homem, uma coragem espiritual sem precedente, levanta-se, abre a boca, suas palavras são como flechas agudas envenenadas e como uma espada cortante, um discurso inflamado como fogo queimando o preconceito dos Judeus e o pecado do povo. O Apóstolo Pedro, estava agora experimentando um poder tão intenso que o povo tremeu diante do discurso revestido de uma poderosa autoridade celestial, o pavor e uma terrível expectação do Juízo e de Justiça divina caiu sobre a multidão. Choros, lágrimas gritos de desespero, clamores de misericórdia tomou conta da multidão que com seus corações quebrantados, compungidos, correram aos pés dos apóstolos, clamando por misericórdia. “ Que faremos, varões irmãos”. O apóstolo respondeu prontamente: Arrependei-vos.

O resultado foi imediato, quase três mil almas, a unidade, a comunhão, o partir do pão, o temor tinham tudo em comum. Poderíamos chamá-los de “fanáticos” de “loucos”, pois os Apóstolos e os convertidos vivenciaram aqueles dias como nunca, milagres, e conversões aos milhares, abalaram os alicerces dos poderes públicos e as estruturas políticas de uma sociedade corrompida pelo pecado. Este perfil profético, só é encontrado nas pessoas que verdadeiramente andam-nos mesmos princípios dos apóstolos. “ E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos”. (Atos 2: 42,43).

Referências:
Fonte consultada:https://www.bibliaonline.com.br/acf
Fonte consultada: http://bibliaportugues.com/kja/
Fonte consultada: https://www.google.com.br/search?

Autor:

Pr. Adilau Vieira da Costa
IGREJA EVANGELICA ASSEMBLEIA UNIVERSAL

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